Volkswagen do Brasil vê impacto limitado de guerra no Oriente Médio, diz presidente

18 mai 2026 - 16h49

A Volkswagen está preocupada com a queda nos valores de revenda de seus veículos, à medida que concorrentes chineses com preços ⁠mais baixos se expandem no mercado ‌brasileiro, disse o presidente da empresa no Brasil, Ciro Possobom, à ‌Reuters nesta segunda-feira.

"Tem novos ‌entrantes chegando com força (chineses) botando ⁠o preço para baixo, mas a gente está bem posicionado", disse Possobom à Reuters durante evento de apresentação dos convocados para a seleção brasileiro ‌de futebol que disputará a Copa ‌do Mundo.

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"A ⁠competição ⁠está bastante agressiva, mas continuamos crescendo...nossa preocupação é ⁠manter o ‌poder de revenda ‌dos nossos clientes e não entramos na briga de preços (com chineses)", acrescentou.

Possobom acrescentou que a guerra no ⁠Oriente Médio teve impactos diretos e indiretos nas operações da Volkswagen no Brasil.

"Não dá para dizer que está fácil. ‌Tem que mudar rota de navio, atrasa para chegar. Sempre tem falta ⁠de peça, mas você traz de avião. Esse custo você não consegue repassar", disse o presidente da Volkswagen no Brasil.

"Torcemos para a guerra acabar logo, até porque importamos cerca de 20% das peças", acrescentou.

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Possobom afirmou que ainda que abril foi um mês forte para as vendas da Volkswagen no Brasil, superando os resultados do primeiro trimestre.

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