BMW está "no caminho certo", afirma executivo após revisão em previsões

18 jun 2026 - 13h51

A BMW está "no caminho ‌certo" com seus modelos de próxima geração, disse o presidente do conselho de supervisão da companhia, Nicolas Peter, nesta quinta-feira, dias após uma revisão inesperada em previsões para a empresa em 2026, que afetou as ações do grupo.

As encomendas dos modelos Neue Klasse ⁠foram fortes e "uma boa notícia tanto para o fabricante quanto para ‌os fornecedores envolvidos no projeto", disse Peter a jornalistas em Paris. A Neue Klasse é um conjunto de novos modelos que sustentam ‌uma ambiciosa reformulação da linha de ‌produtos da BMW em um momento de forte concorrência com ⁠as montadoras chinesas.

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Na última terça-feira, a BMW divulgou que  agora espera uma margem operacional em seu principal segmento automotivo entre 1% e 3%, abaixo dos 4% a 6% previstos anteriormente, bem como uma ligeira queda nas entregas principais em 2026, enquanto antes esperava estabilidade. ‌O lucro do grupo antes de impostos deverá cair significativamente, o que ‌a BMW define como ⁠uma queda ⁠superior a 15%, após ter previsto anteriormente uma queda moderada.

As ações da montadora ⁠alemã de veículos premium caíram ‌ainda mais nesta quinta-feira, ‌atingindo uma mínima desde 2 de novembro de 2020, após reduções nos preços-alvo por corretoras, incluindo Citi e HSBC, na sequência do alerta.

"A magnitude desta última revisão para baixo - o terceiro ⁠corte predominantemente impulsionado pela China em três anos - é maior do que prevíamos", escreveram os analistas da Berenberg. "Isso pode levar a uma reformulação estratégica mais profunda sob a gestão do novo presidente-executivo", acrescentaram, referindo-se a Milan Nedeljkovic, ‌que assumiu o cargo no mês passado, substituindo Oliver Zipse, que liderou o setor por muitos anos.

Analistas afirmaram que a BMW ⁠pode anunciar cortes na capacidade produtiva na Europa como consequência disso e acelerar sua estratégia de localização da produção na América do Norte e na China.

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Peter afirmou que a BMW continua bastante confiante no mercado norte-americano, que é estável e importante, mas que, apesar de sua estratégia local, suas vendas na Europa são menores do que a produção local. Ele também acrescentou que havia espaço para montadoras estrangeiras na China, que continua sendo o maior mercado automotivo do mundo e tem presenciado uma brutal guerra de preços, ao lado das fabricantes locais.

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