Petróleo fica quase estável após Irã relatar passagem de navios por Ormuz

14 mai 2026 - 16h51

Os preços ‌do petróleo fecharam quase estáveis nesta quinta-feira, depois que a mídia estatal do Irã disse que cerca de 30 navios atravessaram o Estreito de Ormuz, embora ataques a um navio e a apreensão de outro continuassem a alimentar preocupações com ⁠o fluxo de suprimentos de energia em meio à guerra ‌do Irã.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 9 centavos, ou 0,09%, a US$105,72 por barril. O contrato de ‌referência global atingiu a máxima da ‌sessão, de US$107,13, mas operou em território negativo durante ⁠a maior parte do dia. Os contratos futuros do West Texas Intermediate dos Estados Unidos fecharam a US$101,17, com alta de 15 centavos, ou 0,15%.

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Os futuros do petróleo Brent caíram mais de US$2 por barril na quarta-feira, enquanto os futuros do WTI recuaram mais de ‌US$1, com os investidores preocupados com possíveis aumentos das taxas ‌de juros dos EUA ⁠para combater ⁠a inflação.

Três pessoas familiarizadas com as discussões da Casa Branca disseram à ⁠Reuters que as autoridades ‌enfrentam dificuldades para conter ‌as consequências econômicas e políticas da guerra com o Irã.

A Casa Branca, falando sobre a reunião do presidente dos EUA, Donald Trump, com o presidente chinês, Xi Jinping, ⁠disse que ambos os líderes concordaram que o Estreito de Ormuz deve ser aberto para o livre fluxo de energia. Xi disse que o "rejuvenescimento da China" e o "Make America Great Again" podem andar de ‌mãos dadas.

"Muitos estão se perguntando se o Irã está permitindo que os navios passem para não inclinar a balança das ⁠negociações para longe da proteção da China ao Irã", disse Tim Snyder, economista-chefe da Matador Economics.

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Xi manifestou interesse em comprar mais petróleo dos EUA para reduzir a dependência da China do Estreito de Ormuz, de acordo com a Casa Branca. A China, que nunca foi uma grande compradora de petróleo dos EUA, não importa o produto desde maio de 2025 devido a uma tarifa de importação de 20% imposta durante a guerra comercial.

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