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Mãe de menino que pediu ajuda para comprar gás é despejada: 'Não tenho mais nada'

Andréa e os cinco filhos estão morando na casa de amigo do falecido marido, mas precisam deixar o imóvel porque família não os aceita

27 jul 2023 - 14h03
(atualizado às 17h04)
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Andrea tenta encontrar novo lar para morar com os filhos
Andrea tenta encontrar novo lar para morar com os filhos
Foto: Arquivo pessoal

A mãe do menino de 12 anos que viralizou na web pedindo ajuda para comprar um botijão de gás foi despejada da casa em que morava com os cinco filhos. Andréa Helena da Silva, de 44 anos, afirma que está abrigada temporariamente na casa de um amigo de seu falecido marido, em Praia Grande, litoral de São Paulo. Apesar disso, tem buscado emprego e uma nova casa para a família.

Andréa conta que o homem costuma pedir para que ela e os filhos, de 9, 11, 12, 14 e 16 anos, deixem a casa, mas ela não tem para onde ir. A família dele não os aceita, e por isso a mulher, que está desempregada, pede ajuda para mudar a situação.

Em outubro de 2022, o filho de 12 anos de Andréa viralizou nas redes sociais ao enviar uma mensagem a uma página de notícias de Praia Grande na qual pedia ajuda para comprar gás e comida. Ele enviou um vídeo em que mostrava o fogão da casa onde moravam. A mãe usava álcool para acender as chamas e cozinhar para ele e os outros quatro irmãos.

Menino de 12 anos comoveu com pedido na internet
Menino de 12 anos comoveu com pedido na internet
Foto: Reprodução

Andréa trabalhava como catadora de recicláveis, e ganhava R$ 6,50 por dia, que não era o suficiente para pagar o aluguel, que custava R$ 500. Como já estava devendo mais de 10 meses da mensalidade, foi despejada pelo proprietário. Ela também perdeu o emprego na reciclagem, e por isso tenta encontrar uma nova ocupação.

Além dos cinco filhos menores de idade, Andréa também tem uma filha, que vive em São Vicente.

"Eu já tinha ido para a casa da minha filha, porque eu não tinha para onde ir. Só que minha filha também teve que entregar a casa que ela morava, e foi morar com a sogra dela. Não tinha como a gente ir junto", conta.

A jovem acolheu dois irmãos em casa, enquanto a mãe não tem residência fixa.

Família pediu ajuda para comprar gás de cozinha, e vídeo mostra mãe usando álcool em fogão
Família pediu ajuda para comprar gás de cozinha, e vídeo mostra mãe usando álcool em fogão
Foto: Arquivo pessoal

"Depois fui para Santos, para a casa de uma amiga, mas também não deu [para ficar], porque ela tem um marido. Então, viemos para a casa desse amigo do meu falecido marido. Mas aqui é pequeno, a gente dorme na sala, e ele manda a gente ir embora, porque a família dele não aceita a gente São meus cinco filhos e eu", lamenta.

Ela e o filho mais novo dormem no sofá da casa, enquanto as outras crianças dormem no chão, com cobertores improvisados.

Doações

Andréa diz que a situação é crítica, e que a família tem sobrevivido com ajuda de conhecidos, e por transferências via PIX. Muitas dessas doações chegaram na época em que o filho viralizou com o pedido de ajuda, mas o dinheiro foi para a conta de uma conhecida e a família nunca chegou a receber.

"Sumiu o dinheiro da conta dela, então meu filho mais velho fez um PIX para mim, caso eu ganhasse ajuda, para vir direto para mim. A gente não ia adivinhar que iria acontecer uma coisa dessas, mas está nas mãos de Deus", lembra.

Na época, as doações foram tantas que Andréa conseguiu ajudar, inclusive, outras famílias de amigas que também estavam passando dificuldades e sem ter o que comer. "Como eu sou mãe e tenho filhos, ajudei", acrescenta.

Hoje, ela e as crianças se alimentam com ajuda da madrinha do falecido marido, que doa algumas cestas básicas.

"Eu não tenho mais nada. Quando fui morar com a minha filha, levei tudo para lá, mas já estava tudo em condições precárias, não tinha como pegar de volta", diz.

Andréa busca um emprego melhor, e já tentou voltar para a reciclagem, sem sucesso. "Lá, se eu produzisse, eu ganhava, mas não estava dando conta, porque ou eu pagava o aluguel, ou eu comprava comida para as crianças", acrescenta.

Ela diz que já se inscreveu em vagas de emprego no Posto de Atendimento ao Trabalhador de Praia Grande, mas ainda não foi chamada para nenhum trabalho.

Fonte: Redação Terra
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