Segundo estudos, viajar realmente melhora a saúde mental; confira
Especialistas apontam que os passeios proporcionam alívio e felicidade, sentimentos que surgem já durante o planejamento e podem perdurar por meses
Você já voltou de uma viagem e percebeu que se sentia bem mais relaxado do que antes? Ou já se viu mais feliz apenas por arrumar as malas? Estudos indicam que essas emoções são reais e nada passageiras, já que viajar pode beneficiar a saúde mental, melhorando o humor tanto nos meses que antecedem quanto nos que vêm depois do passeio.
Por que viajar?
Pesquisas, como a da Universidade de Cornell, de 2014, mostram que os efeitos positivos no emocional começam antes do embarque, durante o planejamento da viagem. De acordo com especialistas, o simples ato de pesquisar passagens ou hospedagem já proporciona felicidade e alívio, além de aumentar a disposição.
"Como seres humanos, passamos grande parte de nossa vida mental vivendo no futuro. Nossa mentalidade voltada para o amanhã pode ser uma fonte de alegria se soubermos que coisas boas estão por vir, e viajar é uma coisa especialmente boa para se esperar", explicou o coutor do levantamento, Matthew Killingsworth, em entrevista ao 'National Geographic'.
E seus impactos se intensificam ainda mais durante o passeio, conforme revela um estudo da Universidade Católica Santo Toribio de Mogrovejo. Ademais, podem se estender por meses após a viagem. Os pesquisadores apontam que, em comparação com indivíduos que não rodaram o mundo, os participantes da análise relatam níveis mais altos de alegria ao longo de todo o processo de organizar e vivenciar a experiência.
Segundo os resultados, ao retornar, eles também se mostraram mais relaxados, abertos para socializar e confortáveis com a rotina. Então, será que abandonar o cotidiano para passar a vida pulando de destino em destino é o melhor remédio para o emocional?
Na opinião de Killingsworth, essa estratégia, na verdade, pode anular os efeitos positivos das viagens, já que seu potencial benefício está principalmente no fato de serem temporárias. "Como sabemos que um passeio tem um início e um fim definidos, nossas mentes estão propensas a saboreá-lo, mesmo antes de começar", esclareceu.