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Do 8 ao 80? 6 erros que sabotam sua saúde mental em janeiro

Mudanças radicais no início do ano podem afetar a saúde física e mental

2 jan 2026 - 13h33
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O desejo de recomeçar costuma ganhar força no início do ano. No entanto, mudar tudo de uma vez em janeiro pode gerar mais frustração do que resultados duradouros.

Não mude tudo de uma vez, tenha equilíbrio
Não mude tudo de uma vez, tenha equilíbrio
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A promessa de transformar hábitos, rotina e comportamento em poucos dias ignora limites físicos e emocionais do corpo, especialmente após um período marcado por excessos, cansaço e mudanças de ritmo.

Embora a motivação inicial seja legítima, ela nem sempre vem acompanhada de planejamento ou de uma leitura realista das próprias condições de saúde. Por isso, evite cometer esses erros:

1. Querer transformar todos os hábitos ao mesmo tempo

Ao tentar mudar alimentação, sono, atividade física e produtividade de uma só vez, o corpo entra em estado de sobrecarga. Esse excesso de exigência aumenta o risco de abandono precoce e de sensação constante de fracasso.

Além disso, mudanças simultâneas dificultam a adaptação gradual do organismo, que precisa de tempo para criar novas rotinas de forma sustentável.

2. Ignorar o cansaço acumulado do fim do ano

Janeiro costuma chegar após semanas de sono irregular, excesso alimentar e tensão emocional. Pensando nisso, desconsiderar esse contexto compromete a recuperação física e mental.

Quando o descanso não é priorizado, o corpo reage com queda de energia, irritabilidade e dificuldade de concentração, sinais frequentemente confundidos com falta de disciplina.

3. Apostar em restrições extremas

Dietas rígidas, treinos intensos e agendas inflexíveis tendem a gerar efeito contrário. A privação exagerada aumenta o estresse e favorece episódios de compulsão ou desistência.

Do ponto de vista da saúde, esse padrão também pode impactar o metabolismo, o humor e a relação com o próprio corpo.

4. Basear decisões na comparação com outras pessoas

As redes sociais intensificam a sensação de que todos estão "no controle" em janeiro. Essa comparação constante ignora realidades individuais e amplia a cobrança interna.

Ao tentar reproduzir rotinas alheias, o risco é adotar práticas incompatíveis com suas necessidades físicas e emocionais.

5. Confundir disciplina com rigidez

Manter hábitos saudáveis exige constância, não perfeição. A rigidez excessiva transforma o cuidado em obrigação punitiva.

Quando não há margem para ajustes, pequenos desvios geram culpa desproporcional, prejudicando a saúde mental.

6. Esperar resultados imediatos

Mudanças reais levam tempo. Criar expectativas irreais aumenta a frustração e reduz a adesão a longo prazo.

O corpo responde melhor a estímulos progressivos, especialmente após períodos de pausa ou desorganização da rotina.

Por fim, janeiro deve ser um ponto de ajuste, não de cobrança extrema. Respeitar o ritmo do corpo, priorizar recuperação e adotar mudanças graduais são estratégias mais eficazes para preservar a saúde ao longo do ano. O cuidado contínuo começa com escolhas possíveis, não com promessas inalcançáveis.

Saúde em Dia
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