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Pretinha, companheira de cão Orelha, morre um mês após morte do cachorro

Cachorra foi resgatada por um morador da região e estava em tratamento veterinário

10 fev 2026 - 17h38
(atualizado às 17h40)
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Pretinha foi resgatada e estava internada para tratamento veterinário
Pretinha foi resgatada e estava internada para tratamento veterinário
Foto: Reprodução/brunoducatt/Instagram

A cadela Pretinha, que vivia com o cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), morreu pouco mais de um mês após a partida de seu amigo. Ela foi adotada por um empresário da região e estava internada no fim do mês de janeiro. A causa da morte foi falência renal. 

Orelha foi encontrado ferido na praia e morreu após ser levado a uma clínica veterinária, em 5 de janeiro. A Polícia Civil apontou um adolescente como autor do crime, após analisar mais de mil horas de filmagens da região. Pretinha foi resgatada pouco depois do caso, por Bruno Ducatti. 

Cão Orelha foi torturado e não resistiu
Cão Orelha foi torturado e não resistiu
Foto: Reprodução

Em uma carta aberta nas redes sociais, ele informou que a cadelinha faleceu por volta das 20h30 desta segunda, em decorrência de falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, doença conhecida como verme do coração. 

“Após os atos brutais que vitimaram o Orelha, Pretinha foi retirada das ruas e acolhida. Foi somente então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde — um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país”, escreveu o empresário. 

Ela passou por internação, exames, medicações e acompanhamento contínuo, mas não resistiu. “Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, reforçou o tutor. 

“Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias expõem o que funciona quando há cuidado comunitário — e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem. Não escondo minha profunda frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la. Estive em viagem internacional, mas investi toda a minha energia, recursos e envolvimento emocional nessa tentativa. Resta-me a certeza de que Pretinha não agonizou sozinha na rua”, desabafou. 

Ducatti ainda reforçou seu defeito de justiça por Orelha e os demais episódios de maus-tratos contra animais, além da falta de políticas públicas eficazes para proteger animais comunitários. “Castração é saúde pública, prevenção e responsabilidade. Descanse em paz, minha Rainha. Abraça o Orelha por todos nós. Nos veremos algum dia”, finalizou. 

Caso Orelha

Segundo a Polícia Civil, os laudos da Polícia Científica, órgão pericial do estado, constataram que o cão sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. 

As agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, segundo a polícia. No dia seguinte, Orelha foi resgatado por populares e morreu em uma clínica veterinária por conta dos ferimentos.

Caso cão Orelha gerou revolta no Brasil
Caso cão Orelha gerou revolta no Brasil
Foto: Reprodução/PCSC e Redes sociais

Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. 

Diante dos elementos e provas, a Polícia Civil finalizou os procedimentos policiais dos casos Orelha e Caramelo e encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário. Por conta da gravidade do caso Orelha, a Polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão de adulto. 

Fonte: Portal Terra
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