Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Vídeo mostra adolescente retornando a condomínio após atacar cão Orelha; imagem contradiz depoimento, diz polícia

Inquérito do caso foi concluído e polícia pediu a internação do adolescente; outros três adultos foram indiciados

4 fev 2026 - 08h20
(atualizado às 08h38)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Vídeo de segurança revelou contradições no depoimento de adolescente suspeito de agredir cão Orelha, levando à conclusão do inquérito pela Polícia Civil de SC, que pediu sua internação e indiciou outros envolvidos.
Polícia Civil de SC conclui inquérito sobre morte do cão Orelha e pede internação de adolescente:

Um vídeo de uma câmera de segurança ajudou a Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) a identificar uma contradição no depoimento do adolescente responsável pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC)

Segundo as autoridades, o desenrolar dos fatos começou às 5h25 do dia 4 de janeiro. Esse foi o horário que o adolescente saiu do condomínio onde estava. Ele retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga.

"Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento", apontou a PC em comunicado. "O adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio".

De acordo com a Polícia, o cão Orelha foi agredido por volta das 5h30. Laudos da Polícia Científica dizem que ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No dia seguinte, Orelha foi resgatado por populares e morreu em uma clínica veterinária por conta dos ferimentos.

Vídeo de uma câmera de segurança ajudou a Polícia Civil de Santa Catarina (PC SC) a identificar uma contradição no depoimento do adolescente responsável pela morte do cão comunitário Orelha
Vídeo de uma câmera de segurança ajudou a Polícia Civil de Santa Catarina (PC SC) a identificar uma contradição no depoimento do adolescente responsável pela morte do cão comunitário Orelha
Foto: Divulgação/PC SC

Conclusão do inquérito

Na terça-feira, 3, a PC-SC concluiu o inquérito sobre a morte do cão e pediu a internação do adolescente. Outros três adultos foram indiciados por coação a testemunha.

Conforme as autoridades, foram analisadas mais de mil horas de gravações, obtidas por meio de 14 câmeras de monitoramento, para chegar ao autor do crime. Também foram ouvidas 24 testemunhas e oito menores de idade foram investigados.

Outra prova que levou à identificação do jovem foi a roupa usada no crime, captada pelas câmeras. A Polícia Civil de SC também disse ter usado um software francês para determinar a localização do responsável durante o ataque à Orelha. 

O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso. O retorno aconteceu na última quinta-feira, 29, quando ele foi interceptado pela Polícia ao chegar no aeroporto

Nesse momento, um familiar tentou esconder um boné rosa e uma blusa de moletom que estavam com o adolescente, consideradas peças importantes da investigação. O familiar também tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o menor assumiu que já tinha a roupa antes de sair do Brasil. 

A investigação, então, foi concluída após a Polícia Civil colher o depoimento do autor. Diante das novas provas e informações, a autoridade finalizou o inquérito e encaminhou para apreciação do Ministério Público e do Poder Judiciário. 

Cão Caramelo

Além de encerrar as investigações sobre a morte de Orelha, a Polícia Civil finalizou o inquérito sobre a morte do cão Caramelo, e representou contra quatro adolescentes pelo crime. O caso diz respeito à publicação de imagens que mostram os menores agredindo o animal na Praia Brava. 

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas de Florianópolis. 

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade