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Medicamento para insônia pode estar associado ao Alzheimer, diz pesquisa

Novo estudo aponta que o uso frequente de medicamento pode comprometer o sono natural e prejudicar a saúde cerebral a longo prazo

28 set 2025 - 11h58
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As pílulas para dormir, como o famoso zolpidem, estão entre os medicamentos mais usados no combate à insônia. Porém, uma nova pesquisa levanta preocupações sobre o impacto desse fármaco na saúde do cérebro a longo prazo. Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, publicaram na revista Cell um estudo que indica que o uso prolongado do zolpidem pode estar ligado a alterações no sistema glinfático - a "faxina natural" do cérebro. Esse sistema atua principalmente durante o sono profundo, eliminando resíduos e proteínas que, quando acumuladas, estão associadas ao Alzheimer

Estudo sugere que o uso prolongado de medicamento para insônia pode afetar o cérebro e aumentar o risco de Alzheimer; entenda
Estudo sugere que o uso prolongado de medicamento para insônia pode afetar o cérebro e aumentar o risco de Alzheimer; entenda
Foto: Reprodução: Susannah Townsend /baseimage / Bons Fluidos

Consequências dessa alteração

O problema do zolpidem começa pois ele interfere na ação da norepinefrina, um neurotransmissor essencial para esse processo do cérebro. Dessa forma, a limpeza cerebral é atrapalhada, favorecendo o acúmulo de toxinas e aumentando as chances de Alzheimer.

Nos testes já realizados, os cientistas observaram que o sono induzido artificialmente pelo remédio modificou a atividade vascular e prejudicou a depuração de resíduos. Embora ainda faltem estudos em humanos, os autores ressaltam a importância de manter a "arquitetura natural do sono" para garantir seus efeitos restauradores. Como explica a pesquisadora Maiken Nedergaard: "A pesquisa fornece uma ligação mecanicista entre a dinâmica da norepinefrina, a atividade vascular e a depuração glinfática, avançando na compreensão das funções restauradoras do sono."

O que fazer em casos de insônia

Especialistas orientam que, antes de recorrer a pílulas para dormir, é importante investigar as causas da dificuldade de pegar no sono, muitas vezes relacionadas à ansiedade ou depressão. Se a medicação for realmente necessária, o ideal é que o tratamento tenha prazo definido, evitando o uso contínuo por tempo indeterminado. O estudo também reforça que mudanças no estilo de vida podem trazer resultados consistentes:

  • Evite permanecer no quarto durante todo o dia;
  • Limite a ingestão de café e bebidas estimulantes;
  • Diminua a exposição a telas antes de dormir;
  • Deixe a luz natural entrar no ambiente para ajudar na regulação do ciclo circadiano.

A construção de uma rotina saudável pode levar algumas semanas, mas a regularidade é fundamental para que o sono volte a ser reparador sem depender exclusivamente de medicamentos.

Bons Fluidos
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