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Lan Lanh fala sobre divórcio de Nanda Costa e criação das filhas: 'A vida tem essas jogadas'

Lan Lanh refletiu sobre o fim do casamento com Nanda Costa, os desafios da maternidade compartilhada e os recomeços emocionais após a separação

31 mai 2026 - 16h39
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Recomeçar nem sempre significa apagar o passado. Às vezes, significa aprender a reorganizar a vida sem deixar de reconhecer o amor, a história e os vínculos que continuam existindo. Foi com esse olhar que Lan Lanh falou sobre o fim de seu casamento com Nanda Costa após 12 anos juntas.

Lan Lanh falou sobre o término com Nanda Costa, a criação das filhas e os aprendizados emocionais vividos durante o processo de separação
Lan Lanh falou sobre o término com Nanda Costa, a criação das filhas e os aprendizados emocionais vividos durante o processo de separação
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Em entrevista à Marie Claire, a percussionista abriu o coração sobre o processo de separação vivido desde fevereiro e refletiu sobre dor, maternidade, reconstrução familiar e amadurecimento emocional.

O fim do casamento e a busca por acolhimento

Lan Lanh contou que, diante do término, sentiu necessidade de se reconectar com pessoas muito próximas emocionalmente. Nesse processo, voltou a se reunir com os Elaines para um show - grupo ao qual também recorreu em outro momento marcante de sua vida, após a morte de Cássia Eller.

Agora, segundo ela, o desafio é diferente, mas igualmente transformador. "A vida tem essas jogadas, mas todos os desencontros têm conserto. No nosso caso, esse conserto são as duas meninas maravilhosas que temos juntas, que sonhamos e batalhamos tanto [para ter], e que são muito amadas", afirmou.

A artista também refletiu sobre como algumas dores acabam provocando mudanças internas importantes. "Essa dor [da separação] também vem para purificar. É uma coisa da vida, é normal", disse. Apesar do momento delicado, Lan explicou que vive uma fase de forte conexão com a música e com a maternidade. "A música e as meninas são a minha prioridade total", contou.

Uma nova configuração familiar

Além da separação em si, o casal precisou reorganizar a rotina das filhas Kim e Tiê, gêmeas de 4 anos. Hoje, Lan Lanh e Nanda Costa vivem em casas separadas, mas próximas, para manter uma criação compartilhada e participativa.

Segundo a percussionista, o objetivo é que as mudanças aconteçam da forma mais acolhedora possível para as meninas. "Estamos construindo tudo de forma que fique muito orgânico e muito tranquilo para elas", explicou.

Ela destacou ainda que o diálogo aberto sobre sentimentos faz parte da educação das filhas e da maneira como ambas escolhem conduzir a maternidade. "Os sentimentos que a gente tem e tudo que vivemos vai fazendo a gente crescer e viver a vida", refletiu.

O desafio de criar meninas em um mundo inseguro

Durante a entrevista, Lan também falou sobre um dos maiores medos que carrega como mãe: criar meninas em um mundo marcado por violências e desigualdades de gênero.

Percussionista em um ambiente historicamente dominado por homens, ela contou que tanto ela quanto Nanda procuram ensinar às filhas, desde cedo, noções de proteção, autonomia e consciência corporal. "A gente esclarece as coisas, elas já sabem se proteger, sabem quem pode ver suas partes, o que é privado e íntimo...", explicou.

A fala da artista toca em uma discussão cada vez mais presente entre famílias e especialistas: a importância de ensinar educação emocional, consentimento e segurança corporal desde a infância, de forma cuidadosa e apropriada para cada idade.

Representatividade e naturalização do amor

Lan Lanh também refletiu sobre o impacto público de sua relação com Nanda Costa ao longo dos anos. Para ela, a visibilidade do casal ajudou muitas pessoas a enxergarem com mais naturalidade diferentes configurações familiares e afetivas. "Foi bonito ver senhoras aceitando e também jovens falando que mães naturalizaram mais o amor delas - e de homens gays também", contou.

A percussionista acredita que histórias como a delas ajudam a ampliar o entendimento sobre afeto, família e diversidade. "Foi importante para a comunidade e ajudou a naturalizar o amor com famílias diferentes, mostrar que existimos", afirmou. A fala de Lan Lanh também deixa uma reflexão delicada: alguns vínculos mudam de forma, mas continuam existindo através do cuidado, da parceria e do amor construído ao longo do caminho.

Bons Fluidos
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