Gerente de agência que recebia mais de R$ 40 mil por mês é demitido por ir ao cabeleireiro durante o expediente
Tribunal Superior de Justiça do País Basco confirmou demissão por justa causa por violação da boa-fé contratual Caso se baseia em registro de jornada de trabalho falsificado, mantido por meses
O Tribunal Superior de Justiça do País Basco (TSJPV) confirmou a demissão de um gerente de agência do CaixaBank que recebia € 7.345 por mês (cerca de R$ 42 mil, na cotação atual) e que, entre outras infrações, fechou a agência para ir ao cabeleireiro durante o expediente. A sentença (nº 2817/2025) confirma a decisão anterior do tribunal do trabalho e declara a demissão justificada, segundo o portal de empregos HuffPost.
A funcionária, que trabalhava no banco desde 1999 e era a única funcionária de uma agência em Vizcaya (tornando sua presença essencial tanto para o atendimento ao cliente quanto para a segurança do escritório), acumulou atrasos de até 59 minutos, saídas antecipadas de mais de duas horas e ausências prolongadas e injustificadas. Entre os incidentes comprovados pelo tribunal, ela fechou a agência para ir ao cabeleireiro, deixando vários clientes esperando do lado de fora, e falsificou seu próprio horário de trabalho por meses.
O CaixaBank classificou as ações como uma violação gravíssima da boa-fé (motivo para demissão disciplinar previsto no Artigo 54.2 do Estatuto dos Trabalhadores e no acordo coletivo bancário), e os tribunais decidiram a seu favor. "A violação da boa-fé no direito do trabalho não admite qualquer grau de severidade", afirma a sentença, "e o descumprimento desses deveres básicos implica necessariamente a perda da confiança depositada no funcionário."
Sem indenização, mas com seguro desemprego
Eis o ponto crucial: uma demissão disciplinar ...
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