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CEO de 22 anos defende a jornada 9-9-6: "Se você se esforça 95%, é o mesmo que 0%"

Executivo diz que oferece salários altos, participação acionária e total transparência para que cada candidato decida se aceita esse ritmo de trabalho

17 jul 2026 - 13h13
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Daksh Gupta
Daksh Gupta
Foto: Unsplash (Paymo), The Peel / Xataka

No fim de 2024, Daksh Gupta, fundador e CEO de uma pequena startup de IA do Vale do Silício, publicou um tuíte que provocou uma onda de críticas nas redes sociais. Nele, afirmava que sua startup não oferecia equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e buscava funcionários capazes de se comprometer tanto com a empresa que não se importassem em trabalhar 100 horas por semana, incluindo os fins de semana.

Segundo declarações dele reproduzidas pelo site Inc.com, em um mercado tão competitivo, "ninguém se importa com a terceira melhor empresa, nem mesmo com a segunda melhor em qualquer categoria de software. Se você se esforça 95%, é o mesmo que se esforçar 0%".

Mais de um ano depois, o jovem CEO voltou a explicar aquela polêmica no podcast The Peel, apresentado por Turner Novak. Gupta afirma que o famoso modelo 9-9-6 (das nove da manhã às nove da noite, seis dias por semana) nem sequer era uma regra em sua empresa.

As declarações originais surgiram durante uma entrevista ao jornal San Francisco Standard sobre a vida social dos jovens fundadores de startups do Vale do Silício. Perguntaram a ele o que faziam para se divertir, e ele resumiu a moda do momento: "9-9-6, musculação, não beber, não usar drogas, correr, comer carne com ovos e casar cedo", afirmou Gupta.

Alguém tirou uma frase dessa reportagem de contexto. Ela virou manchete e a manchete se transformou em polêmica. Ainda assim, Gupta não nega que sua startup adote o modelo de jornada 9-9-6.

Ele reconhece que sua equipe ...

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