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O "algoritmo da demissão": processo acusa a Meta de usar inteligência artificial para demitir funcionários com problemas de saúde

Empresa é acusada de utilizar ferramentas de inteligência artificial para avaliar produtividade durante uma rodada de cortes; Meta afirma que todas as decisões foram tomadas por pessoas

16 jul 2026 - 08h44
(atualizado às 10h13)
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Foto: Shutterstock / Xataka

Uma ação judicial movida contra a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, levantou uma acusação de que a empresa teria utilizado sistemas baseados em inteligência artificial para ajudar a definir quais funcionários seriam demitidos durante uma rodada de cortes realizada neste ano.

Segundo informações da Reuters, 26 funcionários entraram com um processo na Justiça Federal da Califórnia alegando que os sistemas utilizados pela empresa prejudicaram desproporcionalmente pessoas com deficiência, em licença médica, grávidas ou que precisaram se afastar do trabalho para cuidar de familiares.

Processo alega participação de inteligência artificial nas demissões

De acordo com a ação judicial, a Meta utilizava diferentes ferramentas internas baseadas em inteligência artificial para avaliar e classificar o desempenho dos funcionários antes da rodada de demissões.

Entre elas estaria o Metamate, um assistente desenvolvido com modelos de linguagem semelhantes aos utilizados em chatbots de IA generativa. O processo também cita um sistema interno descrito como um "segundo cérebro", treinado a partir de documentos e comunicações produzidos pelos próprios funcionários.

Além disso, segundo os autores da ação, a empresa utilizaria uma pontuação de produtividade calculada com base em diversos indicadores, como atividade de digitação, conteúdo exibido na tela do computador, e-mails, documentos utilizados e até histórico de navegação.

Funcionários afastados teriam sido prejudicados

Os ...

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