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Por que você deveria reduzir o uso de telas no tempo livre, segundo especialista

De acordo com o estudioso, que passou dois meses longe das tecnologias, o uso constante e simultâneo de diferentes dispositivos afeta tanto a saúde física quanto a mental

29 jan 2026 - 15h52
(atualizado às 16h01)
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Se antigamente as pessoas aproveitavam o tempo livre para encontrar amigos ou passear com a família, hoje o lazer está, muitas vezes, em frente à televisão ou no celular. Na rotina corrida, o uso frequente de telas pode até parecer uma distração relaxante, mas, na verdade, está associado ao aumento do estresse, a distúrbios do sono e a transtornos emocionais, como a ansiedade.

De acordo com estudioso, que passou dois meses longe de tecnologias, o uso constante de telas afeta tanto a saúde física quanto mental
De acordo com estudioso, que passou dois meses longe de tecnologias, o uso constante de telas afeta tanto a saúde física quanto mental
Foto: Pexels/Jakub Zerdzicki / Bons Fluidos

"Atualmente, o ambiente da mídia digital é muito diferente. As pessoas frequentemente interagem com vários dispositivos ao mesmo tempo, respondem a notificações frequentes e alternam rapidamente entre diversos fluxos de conteúdo. Esses ambientes exigem continuamente que os usuários dividam a atenção, envolvam as emoções e tomem decisões", afirmou o especialista em comportamento, Robin Pickering, em um artigo publicado no 'The Conversation'. 

Motivos para reduzir o uso de telas

De acordo com o estudioso, a quantidade de concentração exigida pelos aparelhos afetam diretamente o repouso do corpo e da mente, que deveria ocorrer nos momentos de distração. Isso porque as múltiplas funcionalidades das telas ativam os mesmos sistemas neurais utilizados durante as tarefas do dia a dia. Dessa forma, em vez de relaxar, o cérebro segue recebendo estímulos sensoriais e emocionais

Pickering aponta ainda que, durante o descanso em frente às telas, principalmente nas redes sociais, os indivíduos ficam expostos a conteúdos que promovem sentimentos como raiva, ansiedade e indignação. Além disso, conforme revela, até mesmo o design está associado a níveis elevados de estresse, distração e carga cognitiva. "Mesmo quando a pessoa está sentada ou deitada, estar diante de uma tela pode manter o sistema nervoso em um estado elevado de excitação. Pode parecer tempo livre, mas não cria as condições biológicas para a restauração", explicou.

A falta de repouso, então, eleva o risco de estresse crônico. Esse quadro, por sua vez, pode desencadear distúrbios do sono, ansiedade, baixa concentração e exaustão emocional. Há também impactos na saúde física, como o desenvolvimento de doenças cardíacas e diabetes. Por isso, o especialista, que passou cerca de dois meses longe das tecnologias, recomenda reduzir o tempo de tela. A orientação é substituí-lo por momentos ao ar livre ou em locais com baixa estimulação. Ele cita, por exemplo, a leitura em papel ou caminhadas sem dispositivos.

"Essas atividades permitem engajamento mental sem sobrecarga. O objetivo é reduzir intencionalmente a carga mental, não abandonar todos os dispositivos digitais", concluiu Robin Pickering.

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