Folia sem mico! 5 perrengues que podem ser evitados durante o Carnaval
Ninguém quer virar meme de Carnaval! Confira perrengues que podem ser evitados com alguns cuidados simples na hora de curtir os blocos
Carnaval é época de sol, samba, bloco, folia e muita alegria. Mas a diversão pode, rapidamente, se transformar em verdadeiros perrengues devido a fatores como exposição solar, má alimentação, suor e álcool. Essa combinação pode causar problemas que nenhum folião deseja enfrentar, como odor nas axilas, excesso de bebida, mau hálito e queimaduras.
Mas é possível não passar vergonha ao adotar alguns cuidados simples que vão te ajudar a evitar esses papelões, conforme um time de especialistas explicou abaixo.
Perrengues que podemos evitar no Carnaval
1. Odor nas axilas
Ficar com mau cheiro nas axilas é um dos principais perrengues durante a folia, não é mesmo? Afinal, suar faz parte da experiência. Mas a dermatologista Dra. Flávia Brasileiro revela o verdadeiro problema: "O suor excessivo pode aumentar a proliferação de bactérias e fungos na pele, especialmente em áreas de dobras, como axilas, virilhas e pés. Isso favorece o mau cheiro, conhecido na dermatologia como bromidrose".
Por isso, adotar alguns cuidados para controlar o mau odor é fundamental - como escolher roupas leves e tecidos tecnológicos, que facilitam a ventilação da pele. "Manter a pele limpa é fundamental. O ideal é tomar pelo menos dois banhos ao dia, focando na higienização das áreas de dobras, como axilas, virilhas e pés", aconselha a médica. Usar desodorantes ou antitranspirantes que ajudem a controlar a transpiração também é essencial. "Hoje, existem fórmulas que hidratam e respeitam a pele das axilas, ajudam a prevenir irritações, escurecimento da região e desconfortos comuns, principalmente após depilação ou em peles sensíveis. Isso é importante porque as axilas também sofrem agressões, principalmente após o uso de cera ou lâmina", diz a dermatologista Dra. Glauce Eiko.
2. Mau hálito
O mau cheiro embaraçoso também pode ter origem no hálito. Pois, em meio aos blocos, comilança e bebedeira, nem sempre há tempo de realizar uma higiene oral adequada. E o álcool pode, inclusive, piorar o mau cheiro, pois leva à desidratação. "A falta de umidade na boca causa a descamação do tecido da mucosa, que se aloja na língua e forma a saburra lingual, aquela placa branca que é a principal causa do mau hálito", diz o cirurgião-dentista Dr. Hugo Lewgoy.
"Por isso, além de moderar no consumo de álcool, é importante ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia para garantir a boa qualidade e a quantidade suficiente de saliva, evitando a formação da saburra lingual", aconselha. A higiene oral adequada também é fundamental. Então, é aconselhável carregar com você um kit com escova, creme dental e interdental para realizar esse cuidado em qualquer lugar.
3. Excesso de bebida
Na hora de aproveitar a folia, muitas pessoas não deixam a bebida de lado. Mas é importante tomar cuidado para não beber tanto até passar mal. "Não há um nível seguro para o consumo de álcool. Qualquer quantidade está associada a riscos significativos para a saúde física e mental. Mas, para quem opta por consumir álcool, é fundamental estar ciente dos potenciais riscos e fazê-lo com extrema moderação e cuidado", diz a Dra. Marcella Garcez, médica e nutróloga.
Antes da bebedeira, é importante hidratar-se bem, pois o álcool leva à desidratação, além de comer para reduzir a velocidade de absorção do álcool no trato gastrointestinal. "Beber de estômago vazio acelera a entrada do álcool na corrente sanguínea, facilitando o estado de intoxicação", explica o oncologista e clínico-geral, Dr. Ramon Andrade de Mello.
Já na hora de beber, evite misturas e coquetéis alcoólicos. Intercale com água, vá devagar e, acima de tudo, tenha moderação. "Mesmo que não exista dose mínima segura, mulheres não devem passar de duas doses e homens de três doses. Mas saiba que isso não é garantia de não passar mal", diz o Dr. Ramon. Por fim, ao chegar em casa, siga com a hidratação reforçada, descanse e invista em uma alimentação leve. "Inclua frutas, mel e torradas integrais na refeição após o consumo de álcool. E evite frituras e alimentos excessivamente calóricos", diz a Dra. Marcella.
4. Queimadura no rosto
Esquecer de passar protetor solar é um problema clássico da folia. "As atividades ao ar livre e as temperaturas mais quentes aumentam a exposição aos raios UV, que favorece o surgimento de queimaduras e o envelhecimento precoce, além de aumentar o risco de câncer de pele", explica a dermatologista Dra. Flávia Brasileiro.
Por isso, a aplicação diária do protetor solar é indispensável. "Hoje em dia, existem diversos produtos bons no mercado, várias marcas, várias texturas. O produto deve ter FPS igual o maior 30 e ser aplicado a cada duas ou três horas, independente do dia estar nublado e chuvoso. Não esqueça de usar em quantidade adequada para formar uma cobertura uniforme", explica a Dra. Glauce Eiko.
5. Maquiagem borrada
Horas em pé, suor, às vezes chuva e, de repente, a maquiagem que estava linda no começo do dia fica toda borrada. Esse é um mico difícil de evitar, mas uma boa preparação da pele pode ajudar. "Antes da maquiagem, utilize um cleanser hidratante suave que não retire o óleo da pele. Faça esfoliação com produtos naturais e/ou enzimáticos para remoção das células mortas, e utilize um primer ou sérum formulado com propriedades hidratantes", diz a farmacêutica Maria Eugênia Ayres.
Sobre os especialistas
Dra. Flávia Brasileiro
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com mais de 20 anos de atuação em Dermatologia e Cosmiatria. Formada em Medicina na Universidade do Oeste Paulista, de Presidente Prudente (SP), fez Residência em Clínica Médica na Irmandade Santa Casa de São Paulo e em Dermatologia na Universidade do Oeste Paulista. Foi docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste Paulista, de 2007 a 2014.
Dra. Marcella Garcez
Médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento.
Dr. Ramon Andrade de Mello
Médico oncologista e clínico-geral, com Pós-Doutorado clínico no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Londres, Inglaterra). Possui residência em Medicina Interna (clínica médica) no Hospital São João, da Universidade do Porto (Portugal), Doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela mesma faculdade e MBA executivo em administração de clínicas, hospitais e indústrias da saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), São Paulo.
Maria Eugenia Ayres (CRF 33.424.)
Farmacêutica e gestora farma da Biotec. Graduada em Farmácia Industrial pela Faculdade Oswaldo Cruz com Pós-Graduação em Farmacologia Clínica. Atua no Setor Magistral desde 2000.
Hugo Roberto Lewgoy
Especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo; Professor Colaborador do Instituto de Pesquisas Nucleares (IPEN) e do Mestrado Profissional em Biomateriais em Odontologia da Universidade Anhanguera (UNIAN); Pós-graduado em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Dra. Glauce Eiko (CRM-SP: 137527 | RQE: 73365)
Dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Graduada em Medicina pela Universidade de Gurupi, possui pós-graduação em Cirurgia Dermatológica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatologia e Oncologia Dermatológica pelo Hospital Sírio Libanês, além de especializações em Saúde Pública, Vigilância Sanitária e Epidemiológica.
*Fonte: Holding Comunicação