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Foco de mulheres na menopausa não deve ser a balança; entenda o risco das dietas radicais

"Uma mulher pode pesar o mesmo que antes, mas estar com muito mais saúde se ela tiver mais músculos e menos gordura visceral", diz ginecologista

9 fev 2026 - 23h05
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Nós, mulheres, passamos a vida toda preocupadas com nosso peso e aparência, e, para muitas, isso não muda quando chegamos à menopausa. Apesar de ser um pensamento difícil de se desfazer, pra a ginecologista, Dra. Patricia Magier, o foco deveria ser além da balança. Confira o pensamento:

Nós, mulheres, passamos a vida toda preocupadas com nosso peso e aparência, e, para muitas, isso não muda quando chegamos à menopausa
Nós, mulheres, passamos a vida toda preocupadas com nosso peso e aparência, e, para muitas, isso não muda quando chegamos à menopausa
Foto: depositphotos.com / Natty88 / Bons Fluidos

Dietas radicais devem passar longe de mulheres na menopausa

Depois dos 45 anos, o metabolismo desacelera, os hormônios flutuam e o ganho de gordura abdominal se torna mais comum. Dessa forma, as dietas radicais soam como uma ótima saída, porém, não é a sugestão mais aconselhável. "Essa estratégia é não apenas ineficaz, como também pode ser perigosa. Nesta época, passamos por uma fase em que a tendência é a diminuição da massa magra. Por isso, a ideia é tentar preservá-la para prevenir doenças muito comuns, como a sarcopenia e osteoporose. E, por um lado, alimentações muito restritivas induzem à perda rápida de peso, sim, mas boa parte vem de massa muscular, o que compromete gravemente a saúde na menopausa e no climatério ", alerta.

O perigo da sarcopenia e da osteoporose

A perda de músculos, conhecida como catabolismo muscular, acelera a sarcopenia, condição caracterizada pela diminuição progressiva da força e massa muscular. "Sem músculos, o corpo queima menos calorias, perde sustentação e aumenta o risco de quedas, fraturas e dores articulares. Além disso, sabemos que o estrogênio tem um papel muito importante na renovação do tecido ósseo. Então a queda deste hormônio desregula a atividade osteoblasto-osteoclasto (quem produz e absorve osso). Ou seja, se a paciente não faz terapia de reposição hormonal, não tem uma boa alimentação e não faz atividade física, essa perda da densidade óssea aumenta o risco de osteoporose que, se não controlada, aumenta o risco de fratura e mortalidade", argumenta.

Ademais, dados da North American Menopause Society mostram que as mulheres perdem, em média, 3% a 5% da massa muscular a cada década após os 30 anos. O processo se intensifica após a menopausa, quando os níveis de estrogênio caem drasticamente. Essa perda contribui também para o surgimento da osteopenia e da osteoporose, que atingem quase 40% das mulheres acima de 50 anos no Brasil, de acordo com dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF).

Deixe a balança para lá

"Nesse contexto, o foco do emagrecimento para mulheres na menopausa deve ser a recomposição corporal e a melhora metabólica, e não simplesmente a balança. Uma mulher pode pesar o mesmo que antes, mas estar com muito mais saúde se ela tiver mais músculos e menos gordura visceral", destaca a especialista.

Importância dos exercícios físicos na menopausa

Se por um lado a menopausa reduz a sensibilidade à insulina e favorece o acúmulo de gordura, por outro, estudos demonstram que a terapia hormonal combinada com atividades físicas para o aumento da massa muscular, aliado também a uma alimentação rica em proteínas de alto valor biológico e micronutrientes, melhoram o metabolismo, a disposição e até a saúde mental.

Ela ainda reforça que, na menopausa, emagrecer devagar e com consistência é mais eficaz e seguro do que provocar um estresse metabólico com jejum prolongado ou dietas com menos de 1.000 calorias. "O objetivo não é secar a qualquer custo, e sim sustentar a saúde do corpo e da mente por mais décadas com vitalidade, autonomia e prazer de viver", conclui.

*Matéria feita em parceria com Maria Paula Amoroso, da Holding Comunicações

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