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La Niña vem ou não? Veja como devem ficar as temperaturas nos próximos meses

Expectativa é que índices globais permaneçam acima da média, apesar da influência do fenômeno climático

4 set 2025 - 14h46
(atualizado em 4/9/2025 às 13h36)
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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê o possível retorno do fenômeno La Niña a partir de setembro, o qual pode influenciar os padrões climáticos com seu efeito de resfriamento. No entanto, espera-se que as temperaturas globais ainda permaneçam acima da média apesar dessa influência.

Desde março deste ano, persistem as conduções neutras, sem El Niño ou La Niña, com anomalias na temperatura da superfície do mar permanecendo próximas da média em todo o Pacífico equatorial.

"No entanto, essas condições podem gradualmente dar lugar ao surgimento de condições de La Niña nos próximos meses, potencialmente a partir de setembro deste ano", avalia a OMM.

Mesmo com possibilidade fraca de intensidade, impactos podem ser sentidos principalmente em regiões mais sensíveis à variação climática.

"As previsões sazonais para El Niño e La Niña e seus impactos associados em nosso clima são uma importante ferramenta de inteligência climática. Elas se traduzem em milhões de dólares em economia para setores-chave como agricultura, energia, saúde e transporte, e salvaram milhares de vidas quando usadas para orientar ações de preparação e resposta", disse Celeste Saulo, secretária-Geral da OMM.

Dia quente na cidade de São Paulo.
Dia quente na cidade de São Paulo.
Foto: Werther Santana/Estadão - 24/02/2025 / Estadão

Probabilidade para os próximos trimestres:

Setembro a novembro de 2025:

  • 55% de probabilidade de formação da La Niña;
  • 45% de probabilidade de manutenção das condições neutras;
  • 0% de chance de formação de um El Niño.

Outubro a dezembro de 2025:

  • 60% de chance de La Niña;
  • 40% de chance de neutralidade;
  • El Niño permanece descartado.

Veja abaixo quais podem ser os impactos no Brasil:

  • Chuvas acima da média no Norte e Nordeste do Brasil, especialmente durante o verão;
  • Tempo mais seco no Sul do Brasil, o que pode agravar ou antecipar estiagens em áreas agrícolas;
  • Risco maior de incêndios no Pantanal e na Amazônia, caso haja redução das chuvas em meses-chave.
Estadão
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