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GreenV recebe aporte de R$ 22 milhões para impulsionar mobilidade elétrica

Startup dedica-se a instalar pontos de recarga elétrica para carros e agora quer ampliar negócio para a gestão da energia para clientes

22 set 2021 20h00
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A startup GreenV, dedicada a instalar postos de recarga para carros elétricos pelo Brasil, anuncia com exclusividade ao Estadão nesta quarta-feira, 22, que recebeu um aporte de R$ 22 milhões de um investidor americano não revelado - o cheque visa acelerar a empresa, ainda em estágio inicial de amadurecimento.

O objetivo da GreenV é alocar o dinheiro para ampliar o seu modelo de negócio. A aposta não é só na ampliação dos postos de recarga pelo País, mas também na operação e assistência desses pontos, fazendo gestão de energia por meio de conexão à nuvem, tornando os carregadores "inteligentes".

"A GreenV faz a instalação, conexão, gestão, manutenção e operação dos carregadores. Nós queremos entrar em todas as cadeias e possibilidades de mobilidade elétrica no Brasil", afirma ao Estadão o CEO da startup, Junior Miranda. Atualmente, esses postos são terceirizados, com diversas etapas da gestão sob empresas diferentes.

A startup chama esse salto no modelo de negócio de "mobilidade elétrica as a service", em referência ao maior guarda-chuva do mundo dos negócios: o "Software as a Service", em que companhias oferecem serviços digitais para outras empresas consumirem, em vez de produtos físicos, como computadoras ou impressoras.

Fundada em 2017 por Miranda e Marcos Nogueira, a GreenV possui 1,5 mil postos de recargas no País, distribuídos por 23 Estados. A empresa tem escritórios em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, totalizando 50 funcionários. Entre os atuais clientes, estão a montadora alemã Porsche, a empresa de eletrificação ABB e a Enel X, braço de mobilidade da fortnecedora italiana de energia.

Já em 2022, a startup quer unir a utilização de energia solar aos carregadores nas ruas, de forma a mitigar o impacto sobre as redes de energia elétrica (de forma a contornar obstáculos gerados por um setor à beira de uma crise energética) e diminuir custos em um cenário em que a importação de itens é afetada pela alta do dólar.

"Apesar das crises e da pandemia, que tornou os materiais mais caros, é um mercado promissor. A indústria automotiva precisa dar uma resposta ao mundo, porque ela polui demais", aponta Miranda.

Até 2023, a GreenV diz que pretende começar a expansão internacional, possivelmente pelo Paraguai, onde já vê possíveis clientes.

Estadão
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