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Nesta sexta-feira 13, deixe a superstição em casa e vá curtir o carnaval

A superstição diz que sexta-feira 13 é um dia para ficar na cama e evitar riscos. Mas isso é tudo coisa da nossa cabeça

13 fev 2026 - 11h44
(atualizado às 12h32)
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O fato de hoje ser véspera de carnaval talvez esteja ofuscando o fato. Mas hoje é sexta-feira 13. Símbolo de má sorte. Título de filme de terror.

As justificativas para tal associação entre a sexta-feira, o número 13 e o azar são variadas. Na sexta-feira 13 de 1976, o nova-iorquino Daz Baxter decidiu ficar na cama o dia todo, para não correr riscos no dia amaldiçoado. Mas acabou morrendo quando o piso do seu prédio desabou sob seus pés….

Existe até um termo para o terror que esse dia evoca: Paraskevidekatriafobia foi cunhado pelo psicoterapeuta Donald Dossey, especialista em fobias, para descrever um medo intenso e irracional da data. Infelizmente, sempre há pelo menos uma sexta-feira 13 por ano, e às vezes até três. Este ano de 2026, inclusive, é um deles. Além deste 13 de fevereiro, teremos sexta-feira 13 em março (duas seguidas!), e em novembro. A última vez que isso aconteceu foi em 2015.

Mas não importa quantas vezes o assassino mascarado Jason Voorhees de Sexta-feira 13 volte para assombrar nossas telas, esse medo está em nossas próprias mentes, e não tem qualquer base científica.

Um estudo mostrou um pequeno aumento nos acidentes nesse dia para motoristas mulheres na Finlândia, mas grande parte do problema se devia à ansiedade, e não à má sorte em geral. Uma pesquisa não encontrou evidências consistentes de um aumento nos acidentes nesse dia, mas sugeriu que, se você é supersticioso, talvez seja melhor não dirigir um carro nesse dia.

O estigma contra a sexta-feira 13 provavelmente vem da fusão de duas superstições diferentes. Na tradição cristã, a morte de Jesus ocorreu em uma sexta-feira, após a presença de 13 pessoas na Última Ceia. Na lenda teutônica, o deus Loki aparece em um jantar para 12 deuses, tornando-se o 13º excluído da mesa, levando à morte de outro convidado.

Em outras partes do mundo, o 13 é menos azarado. No hinduísmo, as pessoas jejuam para adorar o deus Shiva e a deusa Parvati no Trayodashi, o 13º dia do mês hindu. Existem 13 Budas na seita Shingon do budismo, e há menção a 13 sinais de sorte, em vez de azar, no Livro Tibetano da Grande Libertação.

Na Itália, é mais provável que seja "heptadecafobia", ou medo do número 17, que leva a uma mudança de planos. Na Grécia, Espanha e México, o dia "azarado" não é sexta-feira 13, mas a terça-feira 13.

Na China, o número quatro é considerado significativamente azarado, pois é quase homófono da palavra "morte". Em um país multicultural como a Austrália, você pode encontrar hotéis e cinemas sem o 13º e o 4º andares, por respeito ao receio que as pessoas podem ter desses números.

O fascínio da superstição

As superstições foram um dos primeiros elementos das crenças paranormais estudadas no início do século XX. Embora muitas sejam agora apenas costumes sociais, em vez de uma convicção genuína, a sua persistência é notável.

Se cruzar os dedos, ficar alarmado ao partir um espelho, encontrar uma ferradura "da sorte" ou atirar sal derramado por cima do ombro, está a participar em práticas antigas que podem ter um impacto poderoso nas suas emoções. Da mesma forma, muitos estudantes estão agora se preparando para os exames semestrais. Nas salas de aula, eles podem levar amuletos da sorte, como uma caneta específica ou suas meias favoritas.

Nos esportes, o jogador de beisebol norte-americano Nomar Garciaparra é conhecido por seu ritual elaborado de rebatida. Outros esportistas usam "equipamentos da sorte" ou colocam suas luvas em uma ordem específica.

Um famoso árbitro de críquete inglês chamado David Shepherd ficava em pé sobre uma perna sempre que o placar chegava a 111. Esse tipo de superstição é retratado de forma bem-humorada no filme Silver Linings Playbook. É interessante notar que muitas vezes são os atletas de sucesso que têm essas superstições e as seguem à risca.

Uma das principais razões para a persistência da superstição é um conceito psicológico chamado "estímulo discriminativo". Um exemplo disso é o jogador que percebe que sempre parece ganhar quando aposta no "7 da sorte" e esquece todas as vezes que esse mesmo número não lhe trouxe sorte.

Os amuletos funcionam de certa forma. Se você usar sua roupa íntima da sorte e tiver sucesso, sentirá uma angústia que realmente prejudicará seu desempenho se não a usar. Isso influencia seu desempenho — uma nota "A" parece garantida porque você entra totalmente preparado.

Mas se você estiver se sentindo um pouco ansioso nesta sexta-feira, tente lembrar que não há nada de diferente em relação a qualquer outro dia. Ou vá para um bloco de carnaval…

Este artigo foi publicado originalmente no The Conversation do Reino Unido, em 12 de abril de 2018.

The Conversation
The Conversation
Foto: The Conversation

Kylie Sturgess não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

The Conversation Este artigo foi publicado no The Conversation Brasil e reproduzido aqui sob a licença Creative Commons
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