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Oriente Médio

Irã vai destruir cidades de Israel se for atacado, diz Khamenei

21 mar 2013 - 11h13
(atualizado às 16h50)
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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou nesta quinta-feira que seu país vai destruir as cidades israelenses de Tel Aviv e Haifa caso a infraestrutura nuclear iraniana seja alvo de um ataque israelense.

Aiatolá supremo do Irã, Ali Khamenei, fala durante Cúpula do Movimento Não-Alinhado, em Teerã, em agosto de 2012. Khamenei, maior autoridade do regime iraniano, disse que a República Islâmica irá destruir as cidades israelenses de Tel Aviv e Haifa se Israel lançar uma ofensiva militar contra o Irã. 30/08/2012
Aiatolá supremo do Irã, Ali Khamenei, fala durante Cúpula do Movimento Não-Alinhado, em Teerã, em agosto de 2012. Khamenei, maior autoridade do regime iraniano, disse que a República Islâmica irá destruir as cidades israelenses de Tel Aviv e Haifa se Israel lançar uma ofensiva militar contra o Irã. 30/08/2012
Foto: Hamid Forootan / Reuters

Israel duvida de uma solução diplomática para o impasse que cerca o programa nuclear iraniano e diz repetidamente que poderia realizar ataques preventivos para impedir que a República Islâmica desenvolva armas nucleares, o que Teerã diz não ter intenção de fazer.

O Irã e seis potências globais mantêm atualmente negociações na busca para uma solução. Em sua atual visita a Israel, o presidente norte-americano, Barack Obama, reiterou o compromisso dos Estados Unidos com a segurança israelense, mas disse também que é preciso confiar numa solução diplomática.

Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que não confiaria a segurança nacional a outros países, por mais aliados que sejam, e afirmou que o Estado judeu tem "o direito e a capacidade" de se defender sozinho.

Em discurso pela televisão por ocasião do ano novo persa, Khamenei disse que "às vezes autoridades do regime sionista (Israel) ameaçam lançar uma invasão militar, mas eles próprios sabem que se cometerem o mais ligeiro erro a República Islâmica vai destruir Tel Aviv e Haifa".

Porém, Khamenei, principal figura do regime islâmico, minimizou a ameaça israelense, dizendo que esse país "não é grande o suficiente para se destacar entre os inimigos da nação iraniana".

No discurso proferido diante de milhares de fiéis na mesquita do Imã Reza, em Mashhad, Khamenei dirigiu-se aos Estados Unidos para dizer que "já afirmamos numerosas vezes a vocês que não estamos atrás de armas nucleares".

Estados Unidos e Irã romperam relações diplomáticas após a Revolução Islâmica de 1979 e Khamenei reagiu com frieza a recentes sugestões de Washington para um diálogo bilateral.

"Não estou otimista com tais negociações. Por quê? Porque nossas experiências passadas mostram que as discussões com as autoridades norte-americanas não significam sentarmos e alcançarmos uma solução lógica ..., o que elas significam para eles é sentarmos e conversarmos até que o Irã aceite o ponto de vista deles", afirmou o líder xiita.

"Não estou otimista com os comentários deles, mas tampouco me oponho", acrescentou o aiatolá, para quem a solução para a questão nuclear estará "próxima e fácil" caso os Estados Unidos desejem.

Tocando na questão central da reivindicação iraniana, Khamenei disse que o mundo precisa reconhecer que o Irã tem "direito natural" de enriquecer urânio para fins civis.

Potências ocidentais suspeitam, no entanto, que a atual atividade de enriquecimento do Irã seja parte do desenvolvimento de armas atômicas.

(Por Marcus George e Zahra Hosseinian, com reportagem adicional de Fredrik Dahl, em Viena; de Steve Gutterman, em Moscou; e de Dan Williams, em Jerusalém)

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