Quatro são detidos pela morte de militante na França; um deles é assessor de deputado da esquerda radical
Quatro homens foram detidos nesta terça‑feira (17) no âmbito da investigação sobre a morte, em Lyon, do jovem militante de ultradireita Quentin Deranque, informou à AFP o procurador da cidade, Thierry Dran.
O magistrado não quis dar mais detalhes sobre o perfil dos detidos, mas uma fonte próxima ao caso afirmou à AFP que Jacques‑Elie Favrot, assessor parlamentar do deputado do partido LFI - França Insubmissa, Raphaël Arnault, está entre os suspeitos.
O nome do colaborador parlamentar havia sido "mencionado por várias testemunhas", declarou na segunda‑feira a presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun‑Pivet, ao suspender seus "direitos de acesso" ao Palácio Bourbon.
Na véspera, o jovem havia negado, por meio de seu advogado, "ser responsável por essa tragédia" e disse estar "à disposição da Justiça". Ele se afastou de suas funções junto a Raphaël Arnault "durante o andamento da investigação", informou o advogado Bertrand Sayn.
Quentin Deranque, de 23 anos, foi espancado na noite de quinta‑feira por várias pessoas encapuzadas, quando acontecia uma conferência da eurodeputada LFI Rima Hassan na universidade Sciences Po Lyon. O jovem sofreu um grave traumatismo craniano e morreu no sábado (14).
Raphaël Arnault, cofundador do grupo antifascista La Jeune Garde, dissolvido em junho de 2025, expressou "horror e repulsa" ao saber da morte e afirmou no X que deseja que "toda a verdade venha à tona".
J'apprends ce décès avec horreur et dégoût.
Ce que je redoute depuis des années à Lyon se perpétue.
J'adresse mes condoléances à la famille de ce jeune homme et je souhaite que toute la lumière soit faite sur ce drame.
— Raphaël Arnault (@ArnaultRaphael) February 14, 2026
Desde quinta‑feira, os investigadores ouviram testemunhas, analisaram vídeos e dados telefônicos e, na manhã de terça, conseguiram identificar parte dos suspeitos.
Eles então prenderam dois homens no departamento de Haute‑Loire, no centro-sul, e outros dois em Seyssel, no leste do país, mas "isso ainda não acabou", disse à AFP a fonte próxima do caso.
De acordo com uma segunda fonte ligada à investigação, todos os detidos pertencem a movimentos de esquerda radical.
Com AFP