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China é a verdadeira ameaça, afirma Taiwan em resposta a discurso em Munique

15 fev 2026 - 12h36
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A China é a verdadeira ameaça ‌à segurança e afirma hipocritamente defender os princípios de paz da ONU, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Lin Chia-lung, neste domingo, em resposta aos comentários do principal diplomata chinês na Conferência de Segurança de Munique.

A China considera Taiwan, governada ⁠democraticamente, como seu próprio território, uma visão que o governo de ‌Taipé rejeita, afirmando que apenas o povo de Taiwan pode decidir seu futuro.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang ‌Yi, em discurso na conferência anual ‌de segurança no sábado, alertou que alguns países estão "tentando separar ⁠Taiwan da China", culpou o Japão pelas tensões sobre a ilha e ressaltou a importância de defender a Carta das Nações Unidas.

Lin, de Taiwan, disse em comunicado que, seja do ponto de vista dos fatos históricos, da realidade objetiva ou do ‌direito internacional, a soberania de Taiwan nunca pertenceu à República Popular ‌da China.

Lin disse que ⁠Wang "se gabou" de ⁠defender os objetivos da Carta das Nações Unidas e culpou outros países ⁠pelas tensões regionais.

"Na verdade, a ‌China recentemente se envolveu ‌em provocações militares nas áreas vizinhas e violou repetida e abertamente os princípios da Carta das Nações Unidas sobre a abstenção do uso da força ou da ameaça do ⁠uso da força", disse Lin. Isso "mais uma vez expõe uma mentalidade hegemônica que não condiz com suas palavras e ações".

As forças armadas da China, que operam diariamente em torno de Taiwan, realizaram sua última rodada de ‌jogos de guerra perto de Taiwan em dezembro.

Representantes de alto escalão de Taiwan como Lin não foram convidados a participar da conferência ⁠de Munique.

A China afirma que Taiwan foi "devolvida" ao domínio chinês pelo Japão no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e que contestar isso é contestar a ordem internacional do pós-guerra e a soberania chinesa.

O governo de Taipé afirma que a ilha foi entregue à República da China, e não à República Popular, que ainda não existia, e que, portanto, Pequim não tem o direito de reivindicar soberania.

O governo republicano fugiu para Taiwan em 1949, após perder uma guerra civil contra os comunistas de Mao Zedong, e República da China continua sendo o nome oficial da ilha.

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