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Rubio visitará Europa Oriental para fortalecer laços com líderes pró-Trump

15 fev 2026 - 13h04
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O secretário de Estado dos Estados ‌Unidos, Marco Rubio, deve iniciar uma viagem de dois dias neste domingo para reforçar os laços com a Eslováquia e a Hungria, cujos líderes conservadores, frequentemente em desacordo com outros países da União Europeia, mantêm relações cordiais com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Rubio aproveitará a viagem para discutir cooperação energética e questões bilaterais, ⁠incluindo compromissos com a Otan, informou o Departamento de Estado em um comunicado na ‌semana passada.

"Esses são países que são muito conosco fortemente, muito cooperativos com os EUA, trabalham muito próximos a nós, e é uma boa oportunidade para ‌visitá-los, além de serem dois países em que ‌nunca estive", disse Rubio a jornalistas antes de partir para a ⁠Europa na quinta-feira.

Rubio, que em sua dupla função também atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, se reune em Bratislava neste domingo com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, que visitou Trump na Flórida no mês passado. A viagem do diplomata norte-americano segue sua participação na Conferência de Segurança de Munique nos ‌últimos dias.

ENCONTRO COM ORBÁN NA 2ª

Na segunda-feira, Rubio deve se reunir com o líder ‌húngaro Viktor Orbán, que está ⁠atrás na maioria ⁠das pesquisas antes das eleições de abril, quando pode ser destituído do poder.

"O presidente disse ⁠que o apoia muito, e nós ‌também", disse Rubio. "Mas, obviamente, faremos ‌essa visita como uma visita bilateral."

Orbán, um dos aliados mais próximos de Trump na Europa, é considerado por muitos na extrema direita norte-americana como um modelo para as políticas duras do presidente dos EUA em relação à ⁠imigração e ao apoio às famílias e ao conservadorismo cristão. Budapeste já sediou repetidamente eventos da Conferência de Ação Política Conservadora, que reúne ativistas e líderes conservadores, com outro evento previsto para março.

LAÇOS COM MOSCOU E CONFLITOS COM UE

Tanto Fico como Orbán entraram em ‌conflito com as instituições da UE devido a investigações sobre o retrocesso em regras democráticas. Eles também mantiveram laços com Moscou, criticaram e, às vezes, adiaram ⁠a imposição de sanções da UE à Rússia e se opuseram ao envio de ajuda militar à Ucrânia.

Mesmo com outros países da União Europeia garantindo fontes alternativas de energia após a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022, inclusive comprando gás natural dos EUA, a Eslováquia e a Hungria continuaram comprando gás e petróleo russos, uma prática criticada por Washington.

Rubio disse que isso será discutido durante sua breve visita, mas não deu detalhes.

Fico, que descreveu a UE como uma instituição em "profunda crise", elogiou Trump, dizendo que ele traria a paz de volta à Europa. Mas Fico criticou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA no início de janeiro. Hungria e Eslováquia também divergiram até agora de Trump em relação aos gastos com a Otan.

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