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Futebol ou basquete? Estreia do Brasil na Copa coincide com final da NBA e divide atenções em Nova York

Em Nova York, a estreia do Brasil na Copa do Mundo acontece no dia da final da NBA, o que tende a dividir as atenções na cidade. Meia hora após o apito final de Brasil e Marrocos, os Knicks, equipe local de basquete, entram em quadra em San Antonio contra o Spurs em busca de um título aguardado há mais de cinco décadas.

13 jun 2026 - 12h44
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O duelo entre Brasil e Marrocos é um dos confrontos de destaque da primeira fase do Mundial de futebol. Mas a partida ocorre no mesmo dia da decisão da NBA, principal liga de basquete dos Estados Unidos, que pode consagrar os Knicks como campeões diante do Spurs, mobilizando torcedores em Nova York e nos arredores.

O jogo de futebol será disputado às 18h, horário local (19h em Brasília), no MetLife Stadium, no estado vizinho de Nova Jersey. Já a partida de basquete começa às 20h30 (21h30 em Brasília), em San Antonio, no Texas.

No entanto, a final da NBA será transmitida em três fan zones oficiais de Manhattan, além de diversos bares da cidade. A exibição coincidirá com o deslocamento de milhares de torcedores de futebol entre Nova York e Nova Jersey, exigindo uma complexa organização logística por parte das autoridades locais.

Risco de confusões

Em caso de vitória dos Knicks, milhares de pessoas podem ir às ruas, especialmente nos arredores do Madison Square Garden, em Manhattan, arena da equipe, onde 3.000 torcedores com ingressos acompanharão o jogo do lado de fora. O local fica a poucos passos da estação utilizada pelos torcedores do Mundial para chegar ao MetLife Stadium.

As últimas partidas da NBA registraram episódios de confusão, com depredações e brigas. A cada jogo, houve detenções, cerca de cinquenta após a partida mais recente, realizada na quarta-feira (10).

Em um vídeo divulgado na manhã de sábado, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, pediu aos moradores que "mostrem ao mundo como celebramos com alegria e de forma responsável".

"Soccer" no país do basquete

Em um país onde o "soccer" ainda busca maior espaço, e em uma cidade onde o basquete é parte central da cultura local, a expectativa é que o futebol divida naturalmente o foco com o esporte dominante neste sábado.

"É claro que os Knicks acabam tomando a dianteira em um dia como este, e isso é normal", afirma Lucas Matuszewski, 24 anos, gestor de um espaço de futebol indoor em um bairro industrial do Brooklyn. "É difícil competir com uma instituição tão profundamente enraizada", completa.

"Todo mundo está esperando a vitória dos Knicks com ansiedade, e dá para sentir uma verdadeira empolgação no ar... é contagiante", avalia Angel Diaz, 42 anos, vendedor ambulante no Queens e torcedor do time azul-e-laranja.

"O Mundial vai ser legal... mas, por enquanto, eu sou nova-iorquino, então a gente apoia os Knicks, o basquete! Vamos aproveitar primeiro essa vitória. Depois disso, a gente pode pensar na Copa do Mundo", disse à AFP Robert Chen, morador de 32 anos.

(Com agências)

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