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África

Duplo atentado na capital do Chade deixa ao menos 23 mortos e 101 feridos

15 jun 2015 - 19h30
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O Chade, que está na linha de frente na luta contra os islamitas armados nigerianos do Boko Haram, foi alvo, nesta segunda-feira, de um duplo atentando que deixou pelo menos 23 mortos e 101 feridos em N'Djamena, a capital do país.

O ataque foi direcionado a uma delegacia central da cidade e à academia de polícia, indicou o governo em um comunicado, e nele também morreram quatro "terroristas", embora, segundo as autoridades, a situação esteja agora "sob controle".

O governo anunciou a criação de uma unidade de crise para fazer frente a estes atentados, os primeiros desta magnitude em N'Djamena, e proibiu a circulação de carros com película nos vidros.

As forças de segurança se mobilizaram na capital, onde a segurança está reforçada há meses devido às ameaças do Boko Haram.

Pouco antes, um dirigente da polícia local informou à AFP que dois terroristas suicidas tinham atacado simultaneamente a delegacia e a academia de polícia, onde havia muitos jovens.

Segundo outra fonte policial, o "modus operandi" é o mesmo dos jihadistas nigerianos do Boko Haram, embora os atentados ainda não tenham sido reivindicados.

O governo celebrou uma reunião de crise sem a presença do presidente Idriss Deby Itno, que estava na África do Sul para participar em uma cúpula da União Africana (UA) e tem previsto voltar durante o dia.

A França condenou os ataques e declarou seu "apoio à luta contra o terrorismo" em uma declaração do ministério das Relações Exteriores.

Em visita a Argel, o presidente François Hollande disse que "não há dúvidas" de que o Boko Haram é o "responsável" pelo duplo atentado.

"Não há dúvidas de que o Boko Haram é responsável e terá que prestar contas por este novo horror humano", disse nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa, após um encontro com o presidente argelino, Abdelaziz Buteflika.

Em fevereiro, o presidente Deby mobilizou seu exército na Nigéria para combater os extremistas do Boko Haram, cujo líder, Abubakar Shekau, ameaçou em várias ocasiões atacar os interesses do país.

Desde fevereiro, o exército do Chade atua na linha de frente desde fevereiro nesta operação militar regional, que também inclui tropas de Camarões, Nigéria e Níger, destinada a expulsar o grupo islamita dos territórios que controla no nordeste da Nigéria.

N'Djamena fica cinquenta quilômetros a nordeste da Nigéria, onde o Boko Haram tem uma forte presença, embora a capital seja vigiada pelas forças de segurança e pelos serviços de inteligência do Chade.

Em 11 de junho passado, durante uma cúpula em Abuja, Nigéria, Níger, Chade, Camarões e Benin acordaram formar uma força regional conjunta para melhorar a luta contra o Boko Haram, agora vinculado aos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Esta força multinacional (MNJTF, na sigla em inglês), composta por 8.700 homens, será comandada pela Nigéria e terá seu quartel-general em N'Djamena.

Em 20 de maio, o Parlamento chadiano aprovou uma extensão da intervenção militar contra o Boko Haram, lançada em fevereiro.

Segundo fontes militares do Chade, 5.000 soldados do país estão envolvidos na luta contra o Boko Haram. Em abril, N'Djamena registrou 71 baixas no âmbito desta operação.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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