'É um recado para quem debochou da morte da minha irmã', comenta Anielle Franco após julgamento
Ministra afirmou que assassinato de Marielle foi tratado como "mimimi"
Oito anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira, 25, foi marcada por manifestações de familiares sobre o significado do julgamento.
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A ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, Anielle Franco, afirmou que a condenação também representa uma resposta a grupos que, segundo ela, minimizaram o crime ao longo dos anos.
"Isso hoje também é um recado a uma parcela da sociedade que debochou da morte da minha irmã. Uma parcela da sociedade que todo ano eleitoral traz a minha irmã como um elemento descartável, ou como sendo apenas mais uma, ou como falavam 'o mimimi sobre Marielle Franco'", afirmou.
Anielle destacou que a preservação da memória da vereadora é um dos principais efeitos do julgamento. Ela reforçou que a violência política de gênero e raça que vitimou Marielle precisa ser "aniquiliada" no País, para que "outras mulheres possam ocupar os mesmos espaços e permanecer vivas".
No julgamento, os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos e três meses de prisão por planejar o assassinato. Além das penas, deverão pagar R$ 7 milhões em indenização às famílias das vítimas.
