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Israel sob críticas por plano de expansão sobre a Cisjordânia

9 fev 2026 - 18h11
(atualizado às 18h16)
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União Europeia, países árabes e ONU condenaram medidas que abrem caminho para mais assentamentos no território palestino. Ocupação israelense é ilegal sob a lei internacional.O governo de Israel foi criticado nesta segunda-feira (09/02) pelos seus planos de reforçar o controle sobre a Cisjordânia. A União Europeia (UE), o Reino Unido e países árabes condenaram uma série de decisões de Tel Aviv que, anunciadas na véspera, abrem caminho para mais assentamentos israelenses no território palestino.

Israel vem ampliando assentamentos na Cisjordânia, embora ocupação seja considerada ilegal pela lei internacional
Israel vem ampliando assentamentos na Cisjordânia, embora ocupação seja considerada ilegal pela lei internacional
Foto: DW / Deutsche Welle

A principal diplomata da UE, Kaja Kallas, descreveu as medidas como "mais um passo na direção errada", por meio de um porta-voz. Já o governo britânico pediu a sua reversão imediata, afirmando que qualquer tentativa unilateral de alterar a demografia palestina é "inaceitável".

Por sua vez, o chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar "profundamente preocupado". Ele classificou as ações de Israel como "desestabilizadoras", apontando que a Corte Internacional de Justiça já concluiu que é ilegal a ocupação israelense do território palestino.

Arábia Saudita, Turquia e outros países de maioria muçulmana também criticaram as decisões em uma declaração conjunta, alertando que elas impediriam uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino. Israel rejeita a criação de um Estado palestino, afirmando que isso ameaçaria a sua existência.

A declaração conjunta ainda acusou Israel de "impor uma nova realidade jurídica e administrativa na Cisjordânia ocupada, acelerando tentativas de anexação ilegal e o deslocamento do povo palestino".

Israel quer "enterrar a ideia de Estado Palestino"

Conforme reportou a mídia israelense, as medidas incluem a revogação de regulamentos anteriores que impediam colonos de comprar terras e a abertura dos registros de propriedade da Cisjordânia ao público pela primeira vez. O portal israelense ynet afirmou que isso permitiria que potenciais compradores contatassem diretamente os proprietários de terras.

Além disso, autorizações para projetos de construção de colonos em Hebron serão, no futuro, aprovadas exclusivamente pelas autoridades israelenses. Até agora, também exigiam aprovação do município, que está sob o controle palestino.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, disse no domingo que as mudanças visam "aprofundar nossas raízes em todas as regiões da Terra de Israel e enterrar a ideia de um Estado palestino".

A reforma também fortalece o controle israelense sobre dois importantes locais religiosos no sul da Cisjordânia: o Túmulo de Raquel, perto de Belém, e a Caverna dos Patriarcas, em Hebron.

Não ficou imediatamente claro quando entrariam em vigor as novas regras, que não exigem aprovação adicional.

Palestinos temem anexação

Israel amplia os assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios que capturou em 1967 e que os palestinos reivindicam para um Estado próprio. Mais de 700 mil colonos israelenses vivem atualmente nos assentamentos, em meio a 3 milhões de palestinos.

Outros 200 mil israelenses vivem em Jerusalém Oriental, anexada por Israel, que a ONU considera parte dos territórios palestinos.

A Autoridade Palestina (AP), que exerce controle limitado sobre algumas áreas da Cisjordânia, afirmou que as novas medidas visam "aprofundar tentativas de anexação".

Para para o cientista político palestino Ali Jarbawi, o objetivo é "empurrar os palestinos para pequenos pedaços de terra — basicamente, suas principais cidades, enclaves —, e o restante desaparece". Outros observadores afirmam ainda que Israel busca enfraquecer a AP, criada como governo provisório pelos Acordos de Oslo nos anos 1990.

O anúncio israelense veio dias antes da visita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aos Estados Unidos. Lá, ele deverá se encontrar com o presidente Donald Trump, que manteve a oposição dos EUA à anexação israelense da Cisjordânia. A Casa Branca, aliada do governo israelense, não comentou formalmente as novas medidas.

ht/ra (dpa, AFP, Reuters)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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