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"Operando no limite": falta de insumos e salários atrasados empurram hospital de Porto Alegre ao colapso, com risco a pacientes e equipes exaustas

Relatos mencionam atrasos salariais, limitações operacionais e desafios na assistência

9 fev 2026 - 19h38
(atualizado às 19h41)
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Um conjunto de relatos obtidos sob condição de anonimato aponta para um cenário de pressão operacional no Hospital Porto Alegre. As informações, repassadas por diferentes fontes vinculadas à rotina assistencial, descrevem dificuldades que estariam sendo enfrentadas no funcionamento da unidade e que, segundo os depoimentos, podem impactar a capacidade de atendimento.

De acordo com os relatos, haveria desgaste progressivo das equipes, associado a jornadas intensas, incertezas administrativas e limitações estruturais percebidas no dia a dia de trabalho.

Entre os aspectos mencionados pelas fontes está a eventual falta de medicamentos e insumos considerados essenciais. Segundo os depoimentos, essas situações não ocorreriam de forma pontual e, em determinados momentos, teriam levado alguns setores a operar próximos do limite de sua capacidade técnica.

As informações relatam a necessidade de ajustes em condutas assistenciais e apontam preocupação de profissionais com a continuidade terapêutica de pacientes, especialmente em casos de maior complexidade.

Outro ponto citado nos relatos envolve atrasos no pagamento de salários e possíveis pendências relacionadas a depósitos de FGTS. Também foram mencionadas situações em que funcionários teriam saído de férias sem o recebimento prévio dos valores correspondentes, conforme descrito pelas fontes.

Divulgação
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Foto: Porto Alegre 24 horas

Segundo os depoimentos colhidos sob anonimato, a percepção de instabilidade financeira tem gerado insegurança entre trabalhadores e contribuído para pedidos de desligamento em setores considerados estratégicos para a assistência.

As fontes também relatam sobrecarga nas escalas de trabalho. Em um dos exemplos mencionados, haveria situações em que um técnico de enfermagem ficaria responsável por até 18 pacientes, proporção que, segundo os próprios profissionais ouvidos, seria considerada elevada em relação a parâmetros de segurança assistencial.

Além disso, foram apontadas fragilidades estruturais e operacionais, incluindo relatos de problemas de manutenção em equipamentos de uso coletivo. Entre as situações citadas está a presença de filtros de água que, segundo os depoimentos, estariam com prazos de troca vencidos, o que exigiria avaliação técnica adequada quanto às condições de uso.

Outro ponto levantado refere-se ao perfil dos atendimentos. Conforme os relatos, o hospital estaria recebendo pacientes em estado clínico instável, apesar de, segundo as fontes, possuir estrutura mais compatível com atendimentos de casos estáveis, o que ampliaria a complexidade assistencial.

Há ainda menções a possíveis pendências administrativas e sanitárias em setores específicos, como o serviço de raio-x, que, de acordo com as informações repassadas, poderia estar operando com documentação desatualizada, situação que, segundo os relatos, demandaria verificação por parte dos órgãos fiscalizadores competentes.

A reportagem do Porto Alegre 24 Horas ainda apurou que a situação do Hospital Porto Alegre também é pressionada por um contencioso judicial que reforça o clima de instabilidade: a proprietária da unidade, a Associação dos Funcionários Municipais de Porto Alegre (AFM), mantém atualmente três ações judiciais relacionadas ao hospital contra a Associação de Proteção à Maternidade e Infância Ubaíra e a S3 Saúde e Gestão da Bahia, incluindo duas ações de cobrança que, somadas, ultrapassam R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), além de uma ação de despejo.

Em meio a esse cenário, documentos indicam que a AFM já teria notificado oficialmente a Prefeitura sobre a rescisão contratual com a gestora, fator que amplia a incerteza quanto à continuidade administrativa e jurídica da operação e pode gerar impactos diretos na relação com a Secretaria de Saúde, elevando o risco de desassistência caso não haja uma definição rápida sobre quem responderá pela gestão e manutenção dos atendimentos.

No conjunto, os depoimentos descrevem um ambiente de trabalho marcado por desgaste contínuo, com equipes atuando sob elevada pressão e preocupação recorrente com a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

Diante desse contexto, as manifestações reforçam a importância de apuração técnica e institucional das condições relatadas, bem como da adoção de eventuais medidas cabíveis por parte das autoridades responsáveis. Mais do que uma discussão administrativa ou trabalhista, os relatos trazem um alerta sobre condições de trabalho, segurança assistencial e a necessidade de garantir atendimento adequado à população que depende do serviço, conforme a percepção dos profissionais ouvidos.

A reportagem do Porto Alegre 24 Horas entrou em contato com a Secretaria da Saúde, responsável pela Vigilância Sanitária, bem como pelos álvaras citados na matéria. Até o momento desta publicação, não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Porto Alegre 24 horas
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