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Emissão de gases estufa atinge recorde em 2018, diz estudo

Relatório divulgado por órgão americano aponta ainda que o ano passado foi o quarto mais quente da história

13 ago 2019
10h38
atualizado às 10h50
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A emissão de gases de efeito estufa atingiu no ano passado o nível mais alto da história, aponta o relatório Estado do Clima, divulgado nesta segunda-feira, 12, pela Sociedade Americana de Meteorologia (AMS, na sigla em inglês). Segundo o estudo, a concentração anual média global de CO2 foi de 407,4 partes por milhão (ppm) - 2,4 ppm acima do valor registrado em 2017.

Gases de efeito estufa são considerados um dos principais vilões do aquecimento global
Gases de efeito estufa são considerados um dos principais vilões do aquecimento global
Foto: Pexels / BBC News Brasil

O levantamento do órgão americano afirma ainda que 2018 foi o quarto ano mais quente, atrás de 2015, 2016 e 2017. No ano passado, a temperatura média global da superfície foi de 0,30ºC a 0,40ºC acima do registrado entre 1981 e 2010.

"O relatório constatou que os principais indicadores da mudança climática continuaram refletindo tendências de um planeta em aquecimento", afirmaram, em nota, os Centros Nacionais de Informações Ambientais da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), responsáveis pelo estudo. "Vários índices, como o nível do mar e as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera mais uma vez quebraram recordes estabelecidos apenas um ano antes."

Esta foi a 29ª edição anual do relatório, elaborado com base em contribuições de 470 cientistas de 60 países.

América do Sul e Brasil

O estudo traz destaques sobre o clima por regiões do planeta. Sobre a América do Sul, o relatório aponta que houve um recorde de sete eventos extremos de queda de neve no centro e no sul dos Andes peruanos durante o inverno de 2018. Essas ocorrências contribuíram para o inverno mais chuvoso da região em 19 anos.

Já sobre o Brasil, o relatório afirma que as condições de seca observadas no Nordeste desde 2012 persistiram até 2018, mas com menor intensidade. E, no Sudeste, São Paulo viveu o verão mais seco desde 2003.

"As condições extremas de seca provocaram incêndios florestais que afetaram os campos de cultivo e as áreas protegidas", disse o estudo ao analisar os fenômenos climáticos no País.

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Estadão
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