A atriz e produtora de teatro Ana Rios convocou o toplessaço na Praia de Ipanema, que teve pouca adesão neste sábado. O evento, em prol da 'necessidade de naturalizar o corpo feminino e não vê-lo apenas como um objeto', contou com poucas participantes, apesar das mais de 9 mil confirmações online
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A organizadora de manifestação esperava reunir pelo menos 1 mil pessoas na praia de Ipanema na manhã deste sábado
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, para mostrar os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
As ativistas tiraram a parte de cima do biquini em público
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Ana Rios convidou as amigas a tirarem a parte de cima do biquíni juntas na praia de Ipanema no dia 21, abertura oficial do verão
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Manifestantes fizeram um toplessaço na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, neste sábado
Foto: Paulo Campos / Futura Press
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, para mostrar os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O grupo reclama pelo direito de exibir o corpo sem repressão policial
Foto: Paulo Campos / Futura Press
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, mostra os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, para mostrar os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, para mostrar os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Manifestantes tiraram a parte de cima do biquini em público
Foto: Paulo Campos / Futura Press
O convite conclamava mulheres, homens, crianças e idosos a tirarem o biquíni em prol do "fim da criminalizarão dos nossos corpos, das formas femininas" e, até sexta-feira, já contava com 9 mil confirmações
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Para Ana, que recebeu críticas de outros movimentos feministas por tratar apenas do topless no ato, tirar a parte de cima do biquíni é apenas o começo
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Muitos curiosos participaram do ato, que foi organizado pelo Facebook durante as últiams semanas
Foto: Paulo Campos / Futura Press
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, para mostrar os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A organizadora esperava que entre 500 e 1 mil pessoas atendam ao chamado e tirem efetivamente a parte de cima da roupa de banho
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Apesar do calor, houve baixa adesão de mulheres à iniciativa de topless coletivo na Praia de Ipanema
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Pela não-criminalização da nudez feminina, apenas três mulheres participaram do Toplessaço
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Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, mostra os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
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Homems usaram seios de plástico em apoio à causa
Foto: Paulo Campos / Futura Press
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, mostra os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Manifestantes foram à Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, mostra os seios no dia que marca o início do verão em protesto pela liberdade do topless. Houve pouca adesão ao Toplessaço, que contou com mais curiosos que seios descobertos. Em apoio às ativistas, homens também aderiram ao movimento pela liberdade do topless
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O protesto marcado pelo Facebook tinha mais de 8 mil pessoas confirmadas, mas só seis mulheres tiveram coragem de exibir os seios na manhã deste sábado, na praia de Ipanema, na altura do Posto 9. O evento batizado de Toplessaço foi organizado contra a repressão a uma atriz, no dia 14 de novembro, que posava para fotos de divulgação de uma peça, no Arpoador, quando foi abordada por Policiais Militares e obrigada a se cobrir.
Apesar do pouco número de participantes, o Toplessaço atraiu um grande número de curiosos e de profissionais de imprensa e serviu para despertar a discussão sobre o tema. A argentina Natália Lorenzo, que mora no Brasil há dez anos, se surpreendeu com a curiosidade das pessoas.
“Acho que a repressão ainda é grande, por isso nós mulheres temos que vir fazer essas coisas. Na Argentina também é proibido, o que é ridículo. Isto aqui é uma manifestação, não é uma promoção, não estou aqui para me mostrar”, disse Natália, que pintou nas costas a frase “Este corpo é meu”.
A pensionista Olga Solon, de 73 anos, que atualmente mora em Portugal, decidiu apoiar o protesto, mostrando os seios. “Eu sou adepta de tudo, de topless, de praia de nudismo. O corpo não tem nada de mais. O Posto 9 sempre foi o reduto do topless. Eu moro na Europa e lá isso é perfeitamente normal”, disse Olga.
A estudante Carolina Jovino compareceu ao protesto e pintou em seu abdômen a frase com a pergunta “Liberdade ofende?”. “É o meu corpo e eu tenho total liberdade de mostrar. Eu não tenho porque esconder uma parte do corpo. Sinceramente, eu não sei porque isso ainda choca as pessoas. Queria que me dissessem por que o meu peito é mais obsceno que o peito de um homem?”, questionou Carolina, que cursa Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A comerciante Aparecida Gadelha foi uma das primeiras e retirar a parte de cima do biquíni. Ela fez questão de ressaltar que se tratava de um ato político e que as mulheres não estavam se exibindo. “Nós não estamos aqui para aparecer. Você não aparece na Marques de Sapucaí quase pelada (no Carnaval)? Por que não podemos ficar de topless?”, questionou Aparecida.
Para a cineasta Ana Paula Nogueira, o protesto era uma forma de elevar o Rio ao que já acontece em outras partes do mundo. “Temos que tornar o Rio uma cidade mais cosmopolita, mais moderna. Vamos sediar as Olimpíadas e temos que ser como as outras cidades são no mundo. Por que não ser uma cidade moderna em termos de atitude?”, perguntou.
Ela considerou que a baixa adesão ao protesto foi motivada pela repercussão negativa na rede social: “A agressividade dos homens e de algumas mulheres no Facebook foi uma coisa absurda. Mas esse assédio vai passar como já passou em outros lugares. Daqui a pouco, vai ser uma coisa natural”, disse Ana Paula, cercada por dezenas de fotógrafos, cinegrafistas e muitos curiosos, que insistiam em tirar fotos com celulares.
Alguns homens também decidiram participar do protesto e compareceram usando a parte de cima do biquíni, como forma de chamar a atenção para o assunto. “Eu acho que o ponto que as mulheres querem protestar é pela atitude não só dos homens, mas também de outras mulheres, em torno do corpo feminino. É isso que se quer desmistificar. Não há só uma violência física, mas também uma violência moral contra a mulher”, disse Renan Elias de Oliveira Carlo, estudante de química no Instituto Federal do Rio de Janeiro. O protesto ocorreu de forma pacífica e os policiais militares apenas ficaram observando de longe, sem intervir.