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Política

Toffoli recebeu dinheiro de empresa associada a fundo de cunhado de Vorcaro, do Master

Ministro do STF é sócio anônimo de empresa que fez negócios com pastor Fabiano Zettel

12 fev 2026 - 08h26
(atualizado às 08h41)
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Resumo
O ministro do STF Dias Toffoli é um dos sócios da empresa Maridt, comandada por seus dois irmãos, e tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte de sua cota no Paraná para fundos de investimentos cujo acionista era o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Banco Master.
O ministro Dias Toffoli é relator do inquérito que investiga o Banco Master.
O ministro Dias Toffoli é relator do inquérito que investiga o Banco Master.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), é um dos sócios da empresa Maridt, comandada por seus dois irmãos, e tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte de sua cota no Paraná para fundos de investimentos cujo acionista era o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Banco Master. As informações são do Estadão.

Ainda que a sociedade fosse anônima, a participação de Toffoli na empresa fez com que ele recebesse dividendos. As transações financeiras da Maridt foram declaradas à Receita Federal e confirmadas ao jornal por fontes do STF e um advogado que atuou junto ao resort no interior do Paraná.

Segundo a Folha de S. Paulo, pessoas próximas do ministro do STF admitiram a participação formal dele no negócio. Uma pessoa que prestou serviços a uma das empresas que administram o resort também confirma que tratou diretamente com Toffoli sobre questões do empreendimento.

A Polícia Federal (PF) pediu a suspeição de Toffoli devido ao envolvimento com Vorcaro, segundo divulgado nesta quarta-feira, 11. Foram encontradas conversas entre o banqueiro e o ministro no celular apreendido pela PF, além de menções a Toffoli em mensagens de Vorcaro com terceiros.

O que dizem os envolvidos

O ministro afirmou, por meio de nota, que a PF parte de ilações e não tem poder legal para requisitar que o magistrado do STF se afaste de um caso. Toffoli é relator das investigações que envolvem o Banco Master.

A defesa de Vorcaro reclamou de “vazamento seletivo de informações”.

Dias Toffoli já teria conversado sobre o assunto com o presidente da Corte, Edson Fachin, que recebeu o pedido de suspeição da PF. Toffoli admitiu para Fachin que tem participação na empresa, mas afirmou que não pretende abrir mão do caso Master. Ele argumenta que não fez nada de errado.

Segundo integrante do STF, Toffoli sustenta que, quando o caso Master chegou para ele, a Maridt não fazia mais parte do Tayayá há muitos anos. Ele ainda disse que a distribuição dos dividendos recebidos da empresa, com sede em Marília, no interior de São Paulo, foi declarada à Receita Federal e tudo foi aprovado. Para o ministro, a Polícia Federal quis criar uma armadilha, segundo o Estadão.

Pressão sobre relatoria do processo

O envolvimento de Toffoli com Vorcaro e a ligação com a empresa dos irmãos e o Banco Master reforçam a pressão para que o ministro do STF deixe de ser o relator do processo contra o banco.

Foi desejo do próprio ministro assumir o inquérito após atender um pedido da defesa de Vorcaro, e durante a investigação, tomou decisões pouco usuais para investigações penais. As principais diziam respeito ao celular do banqueiro.

O aparelho foi lacrado e a PF não pôde analisar o conteúdo. Depois, quatro peritos criminais foram chamados para fazer a análise. A escolha dos peritos pelo juiz só acontece em ações da esfera civil, em que o magistrado escolhe profissionais de sua confiança para analisar provas. Quando se trata da competência criminal, a atribuição é feita pela PF, por lei.

O ministro também se esquivou de explicações desde a revelação do negócio entre a empresa de seus irmãos e o fundo ligado a Vorcaro. Toffoli recusou responder questionamentos da imprensa sobre até onde ia sua relação com os resorts.

Fonte: Portal Terra
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