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Análise técnica do TCU não encontra irregularidades na liquidação do Master pelo BC, diz fonte

11 fev 2026 - 13h56
(atualizado às 16h26)
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O Tribunal de Contas ‌da União (TCU) concluiu análise técnica da atuação do Banco Central no processo de liquidação do Banco Master e não encontrou ressalvas quanto à conduta da autarquia, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

Logotipo do Banco Master
18/11/2025
REUTERS/ Amanda Perobelli
Logotipo do Banco Master 18/11/2025 REUTERS/ Amanda Perobelli
Foto: Reuters

A fonte, que falou sob condição de anonimato porque o processo corre em sigilo, acrescentou que as conclusões foram compartilhadas com alguns ⁠funcionários do Banco Central, que puderam ler as conclusões.

A participação do TCU no caso, ‌vista pelo mercado como incomum em uma liquidação bancária, tem sido acompanhada de perto depois que o ministro da corte Jhonatan de Jesus, relator do caso, ‌sinalizou que poderia considerar medidas para impedir a ‌venda de ativos durante a liquidação do Master, ordenando uma inspeção dos ⁠documentos do BC que fundamentaram a decisão de fechar a instituição.

Na última quinta-feira, Jesus reforçou o sigilo do caso, restringindo os documentos apenas àqueles com autorização específica, o que efetivamente impediu o acesso total do BC ao processo, apesar de ser parte no caso.

O TCU confirmou que a confidencialidade do processo foi alterada de "sigiloso" ‌para "sigiloso com exigência de autorização específica para a leitura de peças" com o objetivo ‌de evitar vazamentos, acrescentando que ⁠o procedimento contou com ⁠a ciência do BC e não é inédito.

"O TCU esclarece que o Banco Central terá ⁠acesso a todas as peças processuais sempre ‌que necessário, não havendo qualquer ‌prejuízo ao órgão jurisdicionado", afirmou em nota.

A corte também disse mais cedo nesta quarta que, como o processo é sigiloso, não há outras informações disponíveis, sem data definida para uma decisão. O BC não comentou o assunto.

Em janeiro, ⁠o BC retirou recurso que havia ingressado junto ao TCU para contestar inspeção aberta na corte para analisar documentos da autarquia que embasaram a liquidação do Master.

A decisão de retirar o pedido foi tomada um dia após autoridades da autarquia e da corte de contas, inclusive ‌Jesus, se reunirem para discutir o alcance da inspeção, chegando a um entendimento de que o procedimento seria limitado.

Também ficou estabelecido na ocasião que a diligência não ⁠seria feita pelo gabinete do relator, mas pela área técnica do TCU que já havia reconhecido preliminarmente a competência do BC no caso e se posicionado favoravelmente à liquidação.

O Banco Master, que detinha menos de 1% dos ativos bancários do Brasil, foi liquidado em novembro em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre suposta fraude envolvendo a negociação de títulos de crédito inexistentes, além do que o BC descreveu como uma grave crise de liquidez, forte deterioração financeira e sérias violações de normas.

Seu colapso atraiu atenção após a instituição financeira comercial ter se expandido rapidamente vendendo títulos de alto rendimento comercializados com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O FGC, de capital privado, estimou que pagará R$40,6 bilhões a cerca de 800 mil investidores após a liquidação do banco.

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