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Política

Tarcísio aplaude Moraes, conversa e troca sorrisos com Lula e defende 'debate na arena política'

Governador defendeu busca pela 'convergência' em seu discurso e, ao final, conversou com o petista e com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes sobre a Enel

12 dez 2025 - 20h46
(atualizado às 20h56)
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Citado como possível candidato a Presidência da República em 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) encontrou-se nesta sexta-feira, 12, com seu possível adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ministro Alexandre de Moraes, algoz de seu padrinho político, Jair Bolsonaro. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também estava no evento de lançamento do SBT News, canal de notícias do SBT que irá ao ar na próxima segunda-feira.

No evento, Tarcísio ouviu o ministro Alexandre de Moraes exaltar o papel de Lula na decisão do governo de Donald Trump de tirá-lo da lista dos sancionados pela Lei Magnitsky. A sanção ao ministro se deu em meio a uma defesa enfática da medida por parte da família Bolsonaro.

Presidente Lula ao lado de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, em evento do SBT
Presidente Lula ao lado de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, em evento do SBT
Foto: Reprodução/SBT News / Estadão

Da primeira fila, o governador de São Paulo aplaudiu, junto com os demais, quando Moraes disse que "no momento que chegasse às autoridades americanas, a verdade prevaleceria".

Próxima autoridade a falar, Tarcísio fez uma defesa de que o debate deve ficar dentro da arena política e que é preciso buscar a convergência.

"(Vivemos um) momento de polarização acirrada, de polarização afetiva, onde as pessoas às vezes se odeiam simplesmente porque pensam diferente. Logo aqui, no Brasil, o País do sincretismo, o País da tolerância. Está na hora de mudar essa chave. Está na hora de dar a volta por cima. Nós podemos, sim, pensar diferente. O debate vai acontecer na arena política, mas a gente tem como construir a convergência. Um projeto de futuro", disse Tarcísio.

Último a falar, Lula se dirigiu a Tarcísio ao falar de economia e defender os resultados de seu governo. "Estava vendo uma matéria nos jornais e todos os prognósticos negativos contra a economia brasileira anunciados no início de janeiro não deram certo, Tarcísio. Tudo melhorou no mês de outubro", disse o petista.

Ao fim do evento, Tarcísio cumprimentou, trocou sorrisos e conversou com Lula ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Nunes e Tarcísio têm cobrado que o governo federal atue para enfrentar a crise com a Enel, que tem sido criticada pela demora em devolver a energia a milhares de consumidores em São Paulo.

Ao Estadão, o prefeito de São Paulo afirmou que a conversa foi sobre o assunto. "Eu e o Tarcísio pedimos que o presidente tire a Enel". Antes, Nunes chegou a pedir ajuda a Lula durante o discurso: "O senhor precisa nos ajudar nisso. Não está fácil", disse Nunes a Lula ainda no palco. O presidente, da plateia, sorriu ao ouvir o pedido.

Aliados de Tarcísio defendem que ele seja o nome do centro e da direita contra Lula em 2026. Apesar disso, o senador Flávio Bolsonaro anunciou a pré-candidatura à Presidência com o aval do pai, Jair Bolsonaro. No entorno do governador, há expectativa de que a candidatura de Flávio não seja para valer, abrindo espaço para Tarcísio, que aparece melhor nas pesquisas de intenção de voto.

Estadão
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