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Política

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Cascione: Tendência é polarização, mas candidatura alternativa tem mais chance que em 2022

18 jun 2026 - 21h58
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O diretor-geral da consultoria Eurasia no Brasil, Silvio Cascione, disse nesta quinta-feira, 18, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é favorito nas eleições de outubro, porém tem uma vantagem mais frágil do que as últimas pesquisas indicam.

Em uma eleição que promete ser competitiva até o fim, o cientista político entende que, além de Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula na corrida ao Planalto, escândalos como o caso Master podem dar condição de vitória a outros nomes da oposição, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Segundo Cascione, ainda que a tendência seja de polarização, a chance de uma candidatura alternativa chegar ao segundo turno é maior do que foi na eleição anterior, em 2022.

O diretor da consultoria de risco político observou que Lula tem popularidade suficiente para conseguir uma vitória apertada, e sua aprovação tem potencial de subir mais com os programas de crédito que estão sendo lançados pelo governo.

"Mas essa vantagem não é tão clara. A oposição sempre vai estar em posição de ataque. A qualquer evento, algum evento - como algum escândalo, um aumento da inflação, oscilações do mercado - pode provocar uma queda de aprovação e posicionar a oposição para vitória", avaliou Cascione durante webinar promovido pelo Brazil-Florida Business Council (BFBC) que abordou as eleições presidenciais.

Ele acrescentou que a eleição será pautada pela segurança pública, área em que o governo não é bem avaliado, o que dá condição para a oposição virar o jogo nos próximos meses.

Embora Flávio seja hoje o candidato da oposição mais bem posicionado, por ser o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cascione pontuou que escândalos de corrupção também podem seguir desgastando a sua campanha. Além disso, acrescentou, há um desejo do eleitorado brasileiro por novidade, favorecendo, junto com a alta rejeição ao governo Bolsonaro, candidatos alternativos.

"Acontece que essa alternativa ainda não está posta, não está muito clara para o eleitor, porque a campanha não começou ainda", assinalou o diretor da Eurasia. Para ele, após a Copa, quando as atenções se voltarem às eleições, as candidaturas de Caiado, Zema e Renan podem ganhar força.

"A nossa aposta ainda é de segundo turno entre Lula e Flávio, com a aprovação do governo sugerindo a reeleição de Lula. Mas tem uma abertura um pouco maior, em relação a 2022, para algum tipo de surpresa nos próximos meses", concluiu.

Estadão
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