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Política

CPI do INSS adia depoimento de dono do Banco Master para 26 de fevereiro

Presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) confirmou a mudança de datas para inquirição de Daniel Vorcaro

3 fev 2026 - 18h42
(atualizado às 20h26)
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BRASÍLIA - Presidente da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, previsto para esta quinta-feira, 5. Agora, a comissão ouvirá o banqueiro no dia 26 de fevereiro. A informação foi dada em uma entrevista coletiva nesta terça-feira, 3.

Primeiramente, a data do depoimento seria dia 19, mas a CPI remarcou para a semana seguinte, no final de fevereiro.

O depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi adiado na CPI do INSS.
O depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi adiado na CPI do INSS.
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

O adiamento foi anunciado após a defesa do banqueiro apresentar um pedido para mudar a data do depoimento. Segundo Viana, a defesa de Vorcaro alegou um problema de saúde. Viana disse concordar com o adiamento, contanto que a defesa não impetre um habeas corpus para evitar o comparecimento no futuro.

O parlamentar também afirmou que o ministro Dias Toffoli, do STF, concordou com o adiamento. "De acordo com o ministro, se há da parte dele, voluntariedade e se não houver o habeas corpus, o ministro fará a liberação para que ele possa estar conosco na CPI e trazer as informações. Pretendo oficializar amanhã a data de convocação", disse o senador.

Questionado sobre se Daniel Vorcaro impetrar um habeas corpus e não comparecer no dia 26, Viana afirmou que irá determinar uma condução coercitiva.

"Agiremos como a constituição nos garante. Isso foi conversado com o ministro Toffoli, que ele terá de vir à CPI. Isso está acertado. Ele virá por boa vontade. Se não vier, usarei da minha autoridade como presidente da comissão, para trazê-lo aqui", afirmou o senador.

Viana afirmou que, em relação a quebra e sigilo de Daniel Vorcaro, Toffoli comprometeu-se a fazer a liberação dos documentos assim que a Polícia Federal (PF) fizer a compilação dos documentos.

A reunião entre o parlamentar e o ministro ocorreu nesta terça, às 15h. De acordo com o parlamentar, a conversa foi marcada para discutir o incômodo de integrantes da comissão com decisões da Corte que, na avaliação do grupo, extrapolam a atuação do Judiciário e atingem o trabalho do Legislativo.

O senador também afirmou que pretendia defender a manutenção da convocação de Vorcaro, mas ficou acordado o adiamento.

Sobre possíveis quebras de sigilo dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Viana afirmou que apenas o filho de Lula tem envolvimento comprovado.

"O filho do presidente é citado por testemunhas diversas vezes. Ele tem envolvimento. No caso de Flávio Bolsonaro, vamos analisar se a argumentação pela quebra de sigilo está ligada à investigação ou se é uma questão política. Eu não vou permitir que a CPI se torne um palanque eleitoral", afirmou.

CPI mira Banco Master

Relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) protocolou em novembro pedidos de convocação de dez presidentes de instituições financeiras acusadas de irregularidades.

Um dos alvos era justamente Daniel Vorcaro. O banqueiro foi preso no mesmo mês pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, mas foi solto. Ele é acusado de fraude de R$ 12 bilhões na venda de créditos falsos ao Banco de Brasília (BRB).

O Estadão revelou que o INSS viu irregularidades em 74% das operações de crédito consignadof eitas pelo Banco Master entre 2021 e 2025.

Estadão
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