Flávio Bolsonaro afirma que Moraes deu 'canetada' suspendendo Dosimetria e que isso 'abala a democracia'
Presidenciável afirmou que foi pego de surpresa com a decisão do ministro do Superior Tribunal Federal
O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro reagiu, na tarde deste sábado, 9, ao fato de o ministro Alexandre de Moraes ter suspendido a aplicação da Lei da Dosimetria até que o Supremo Tribunal Federal analise ações que questionam a norma. O filho do ex-presidente afirmou que foi pego de surpresa.
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"Estou sabendo [disso] agora, não sei qual foi o fundamento, não sei, mas parece, mais uma vez, um jogo combinado, mais uma vez, e a democracia fica abalada", disse Flávio Bolsonaro, durante live no Instagram, enquanto participava de uma coletiva de imprensa no Sul do país.
Apesar da surpresa, ele afirmou que pretende continuar defendendo a pauta. "A nossa base fala sempre [desse assunto], cobrando [os poderes]. A próxima sessão do Congresso continua travada até que seja feita a leitura do requerimento da sentença. Então, a oposição não está negociando, isso [a suspensão] não vai acontecer", continuou o filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Nos momentos seguintes, Flávio aproveitou para criticar Moraes de forma direta. "Sempre ele, Alexandre de Moraes... Acho estranho [a decisão dele], porque foi o próprio Moraes que escreveu o texto, que foi aprovado no Congresso Nacional. Foi o próprio Moraes que interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós sempre quisemos anistia ampla, geral e irrestrita."
"Aí, estranhamente, o relator lá na Câmara, que tem muita proximidade com o Alexandre de Moraes, parece que recebeu ligações diretamente [de alguém] sobre o que poderia ou não poderia estar nesse texto da Dosimetria. Lembrando que foi feito segundo o próprio relator Paulinho da Força e autorizado pelo Alexandre de Moraes. E agora, muito estranhamente, ele vai dar essa canetada."
Em outro momento, Flávio ainda sugeriu que o ministro se aproveita do excesso de poder. "Uma decisão do Congresso Nacional, em que sua grande maioria defendia a lei da anistia e, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do governo devolve a decisão remove a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo. Mas o Brasil parece que está se acostumando com isso, mas nós não vamos nos acostumar e é por isso, por causa desse excesso [de poder], que a credibilidade do Poder Judiciário foi parar lá no lixo."
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