Bolsonaro pede autorização a Moraes para fazer nova cirurgia
Procedimento deve acontecer na próxima sexta-feira ou sábado
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que o ex-presidente realize uma cirurgia no ombro na próxima sexta-feira, dia 24, ou no sábado, dia 25. A defesa diz que Bolsonaro “apresenta quadro de dor persistente e incapacidade funcional” no ombro direito, mesmo após tratamento conservador e precisa de usar remédios para dor diariamente.
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“O exame físico e os exames de imagem indicam lesão de alto grau do tendão do supraespinhal, com retração importante, comprometimento do terço superior do tendão do subescapular, subluxação da cabeça longa do bíceps e lesões associadas, contexto em que foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para fixação das lesões do manguito rotador do ombro direito e lesões associadas, por via artroscópica, de acordo com Relatório Médico realizado pelo Dr. Alexandre Firmino Paniago, datado de 14/04/2026″, aponta a defesa.
No pedido, a defesa de Bolsonaro do ex-Bolsonaro solicitou a Moraes que “todos os atos médicos preparatórios, pré-operatórios, internação, realização do procedimento, pós-operatório e reabilitação correlata diretamente vinculados ao tratamento cirurgico indicado”.
Em 27 de março, o ex-presidente teve a prisão domiciliar humanitária concedida por 90 dias por Moraes para sua recuperação, após ter alta do hospital. No último mês, ele foi diagnosticado com “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa” e precisou ficar internado em tratamento intensivo por duas semanas.
Na decisão da prisão domiciliar, Moraes afirmou que a fiscalização da prisão domiciliar de Bolsonaro ficou sob a responsabilidade do comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e subdiretor do Núcleo de Custódia da PM, o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes.
A PM, por sua vez, deverá revistar o interior de todos os veículos que saírem da casa de Bolsonaro, bem como a todos os visitantes. Ainda na decisão, Moraes proibiu a permanência de acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km do endereço do ex-presidente.
"O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário", alertou o ministro no despacho. (*Com informações do Estadão Conteúdo)
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