RS: morte por apenado expõe falha em sistema de tornozeleira
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) do Rio Grande do Sul investiga a falha no sistema de tornozeleiras implantado no Estado. Na segunda-feira, o apenado Gerson Bom da Silva, 29 anos, matou o sargento da Brigada Militar Maria Francisco de Maria Rocha, 52 anos, em um assalto a uma farmácia na zonal sul de Porto Alegre. Com a bateria da tornozeleira que usava há apenas quatro dias descarregando, ele não foi encontrado por telefone para ser avisado que a carga do equipamento deveria ser abastecida. Ou então ele passaria a ser considerado foragido. Por não ter atendido às ligações, deveria automaticamente passar a ser procurado pela polícia. O que não ocorreu por possível falha humana. As informações foram publicadas no jornal Zero Hora.
Foi solicitada à corregedoria do órgão que identifique com precisão como ocorreu o erro. Esta não é a primeira vez que um preso do semiaberto com liberdade vigiada concedida pela Justiça é flagrado em assaltos. A Susepe admite que 92 apenados com tornozeleiras cometeram crimes desde que o monitoramento começou a funcionar, há um ano.
A Susepe explica que o aviso da fuga do detento com tornozeleira é lançado no sistema e feito pessoalmente aos policiais do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp), que fica na sala ao lado da central de monitoramento dos agentes. No entanto, policiais comentam que dificilmente recebem pedidos dos agentes para deslocar equipes em busca de foragidos.
Como o apenado tem direito à progressão de pena? Tire essa e outras dúvidas a seguir.
