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Polícia

Presos três suspeitos de chefiar tráfico em morros do Rio

11 fev 2009 - 00h24
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Uma série de ações da polícia na capital e na Baixada Fluminense prendeu três suspeitos de chefiar e um de gerenciar o tráfico de drogas em quatro morros - dois deles estratégicos no mercado da droga. Na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, com o suposto gerente foram presas mais quatro pessoas. Na favela do Rato Molhado, no Engenho Novo, foi capturado o suspeito de chefiar o tráfico no morro da Mangueira, que teria assumido o posto há 10 dias. Em Belford Roxo e em São João de Meriti, municípios da Baixada Fluminense, a polícia prendeu mais dois supostos gerentes do tráfico - um deles com uma espada ninja.

A operação no Tabajaras foi iniciada com forte resistência do tráfico na altura da Ladeira do Sacopã, umas das principais vias da favela, que dá acesso à rua Siqueira Campos, em Copacabana. Os supostos traficantes se refugiaram na mata que cerca a comunidade. Foi onde Deilson Henrique de Oliveira, o Vô, 35 anos, acabou sendo preso. Ele é acusado de comandar o tráfico no Tabajaras e no morro Dona Marta - ocupado há três meses pela polícia - além de ser o homem de confiança do ex-chefe do Tabajaras, o traficante Ronaldo Pinto da Silva, o Ronaldinho, preso em Catanduvas, no Paraná.

Vô é suspeito de ser um dos autores do assassinato do diretor de Bangu 3 no ano passado. Além dele, mais quatro suspeitos foram presos e um morreu no confronto com a polícia.

A ação contou com o apoio de dois helicópteros e 100 agentes das delegacias Especial de Atendimento ao Turista (Deat), de Combate às Drogas (Dcod) e de Repressão às Armas e Explosivos (Drae) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Foram apreendidos um fuzil G3, uma escopeta calibre 12, duas pistolas, uma granada e uma máquina de prensar maconha. Um livro de contabilidade apontou que o morro arrecada R$ 100 mil por semana. "Cada delegacia tinha vários objetivos, entre eles prender o chefe do tráfico e reprimir o assalto a turistas na região" contou o delegado da Deat, Fernando Veloso.

Já na favela Rato Molhado, policiais do Dcod prenderam o suposto chefe do tráfico no morro da Mangueira, Welligton da Silva Assumpção, o Tonton. Ele teria assumido o controle das bocas de fumo depois que Leandro Monteiro Reis, o Pitbull, foi morto há 10 dias em confronto com a polícia.

Até a Polícia Federal entrou na guerra do tráfico. Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes foram ao morro do Turano, no Rio Comprido, cumprir mandados de busca e apreensão na casa do suposto traficante Ricardo Paiol, preso há um mês. No local, a equipe apreendeu carros, motos, cocaína e um fuzil com mira a laser. Na saída do morro, os agentes federais chegaram a ficar encurralados num tiroteio e tiveram de pedir socorro a policiais do 1º BPM (Estácio).

Em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, uma outra arma surpreendeu os policiais. No morro do Amor, em Vilar dos Teles, policiais do 21º BPM (Meriti) prenderam Lúcio Mauro dos Santos Pereira, 32 anos, que seria o gerente do tráfico. Na casa dele foi apreendida uma espada ninja, além de um revólver calibre 38, 38 trouxinhas de maconha, 154 pedras de crack e farta munição.

Já em Belford Roxo, policiais do 39º BPM faziam patrulhamento de rotina no bairro São Bernardo quando desconfiaram de dois homens. Ao abordar os suspeitos, os policiais apreenderam uma granada M-2 e cerca de 80 trouxinhas de maconha. Um dos acusados, Rogério Matos Alves, 26 anos, conhecido como Rogerinho, é acusado de comandar o tráfico de drogas da comunidade do Quebra-Coco. O segundo homem foi identificado como Alan dos Santos, 20 anos.

Apesar das operações, vários tiroteios aconteceram nas ruas do Méier, da Lapa e Gávea. O mais grave aconteceu no centro, às 15h desta terça-feira. O motociclista Enil Dias Ferreira de Souza, 37 anos, estava parado no sinal da esquina da avenida Presidente Antônio Carlos com a rua Araújo Porto Alegre, em frente à representação no Rio do Ministério da Fazenda, quando foi abordado por bandidos numa moto. Ao tentar fugir, foi morto à queima-roupa. Seu corpo ficou mais de três horas no local. Os bandidos roubaram a moto e fugiram.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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