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Polícia

Polícia diz que briga por mesa motivou morte em boate de GO

15 jan 2009 - 19h41
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A briga na boate Santa Fé Hall, em um bairro de classe média alta de Goiânia, que resultou no assassinato do estudante Higor Bruno Borges Esteves, 23 anos, na madrugada do último domingo, teria começado, segudo a polícia, por causa de uma mesa extra colocada na área VIP do local, que estaria lotada. A mesa serviu para acomodar o grupo em que estavam os supostos agressores da vítima.

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Higor foi morto com um tiro na nuca disparado, segundo a polícia, por Gedielson Rodrigues, 24 anos, depois de uma troca de socos e chutes entre o grupo de Gedielson e um amigo de Higor, o representante comercial Marcondes José da Silva, 23 anos. O estudante, que já havia saído da boate e se dirigia para o carro, voltou à portaria para defender o amigo. Gedielson disparou 18 vezes e fugiu. Marcondes foi ferido com um tiro de raspão.

O comerciante Fabiano Alves Néia, 30 anos, o auxiliar técnico Jeferson Henrique Silva, 24 anos, e Ocilmar Soares Eduardo, 23 anos, que acompanhavam Gedielson, foram presos no local. Imagens de uma câmera instalada na portaria da boate mostram Ocilmar mandando Gedielson pegar uma arma em um carro e depois indicando com a mão em quem deveria atirar. A prisão temporária de Gedielson foi decretada na segunda-feira.

De acordo com a delegada-adjunta da Delegacia de Homicídios da cidade, Adriana Ribeiro de Barros, os amigos de Higor contaram que chegaram ao local, em um grupo de quatro casais, no final da noite e pagaram por uma mesa na área VIP, que estava lotada. Algum tempo depois, o grupo de Gedielson chegou, alguns acompanhados de namoradas. Eles também queriam uma mesa VIP e o gerente decidiu colocar uma extra no local, obrigando o grupo de Higor a se acomodar em canto mais apertado.

O desentendimento teria começado quando o grupo dos supostos agressores percebeu o incômodo causado pelo afastamento das mesas. A turma de Higor chegou a pedir para que a mesa do outro grupo fosse retirada, e foi atendida. "Não há dúvida de que tudo começou por causa da acomodação das mesas", disse a delegada.

Não houve briga entre os dois grupos dentro da boate. Nas imagens das câmeras de segurança colocadas no local dos caixas, Marcondes, um dos amigos de Higor, aparece agitado, falando ao celular. Já o grupo formado por Gedielson e amigos, que saíram antes de Marcondes, passou tranqüilo pela fila de pagamento.

Marcondes prestou depoimento na manhã de hoje. Ele confirmou que a animosidade entre os grupos começou com a colocação da mesa extra, mas disse não saber qual o motivo específico da briga.

Premeditação

Para a delegada, os depoimentos e as imagens de vídeo são evidências de que o crime foi premeditado. "Os agressores ficaram do lado de fora, tranquilos, mas sem disfarçar a raiva, esperando as vítimas saírem para então começar a briga. Um dos agressores pede para o outro pegar a arma e ainda aponta em quem ele deveria atirar", disse. A premeditação torna maior a punição ao crime.

Até agora, quinze pessoas foram ouvidas, entre elas, as namoradas dos envolvidos na briga, funcionários e o gerente da boate. Dois policiais federais que estavam na boate também prestaram depoimento. Um manobrista do local, ouvido na terça-feira, disse ter visto o momento em que Higor foi baleado na nuca. É uma prova importante, segundo a delegada, já que as imagens de vídeo mostram toda a briga e o momento em que Gedielson chega com a arma e atira, mas não flagra o momento em que o estudante é morto.

Para a delegada, o depoimento descarta a possibilidade de que a vítima tenha sido morta acidentalmente. O acusado atirou para cima algumas vezes, segundo a polícia, com o intuito de afastar quem não tivesse envolvido com a briga. Somente depois disso atirou em Higor e Marcondes.

Mesmo foragido, Gedielson será indiciado por homicídio doloso duplamente qualificado. Olcimar deve responde por co-autoria, já que apontou para o autor dos tiros quem deveria ser atingido, e por receptação, pois chegou à boate em um Volkswagem/Crossfox roubado no dia 4 de janeiro. Os outros dois rapazes que faziam parte do grupo, Fabiano e Jefferson, devem ser indiciados por participação.

Fonte: Especial para Terra
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