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Polícia: bicheiro ordenou morte de policial civil no Rio

9 ago 2011 15h09
| atualizado às 15h11
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Mais uma pessoa é investigada por envolvimento no assassinato do policial civil Marcelo Bittencourt em frente à boate The Week, na Gamboa, zona portuária do Rio de Janeiro, de acordo com a polícia. O bicheiro João Carlos Martins Maia, 37 anos, teria dado a ordem para o agente penitenciário Antônio Carlos de Oliveira Júnior, 35 anos, que trabalha como seu segurança, atirar em Marcelo.

O suspeito de efetuar o disparo se apresentou na 42ª DP (Recreio) junto com seu advogado nesta terça-feira. O argumento do representante do acusado é que foi um caso de legítima defesa. O contraventor, conhecido como Joãzinho, foi presidente de honra da escola de samba Estácio de Sá entre 2007 e 2009 e está sendo procurado por policiais para prestar esclarecimentos sobre o caso. De acordo com os agentes, Joãozinho teria pedido aos seguranças do estabelecimento para apagar as imagens das câmeras.

Crime em boate gay


Na madrugada do último sábado, um policial civil foi morto e outro militar baleado após uma briga dentro da boate The Week. Pelo menos quatro disparos foram dados na saída do estabelecimento, por volta das 5h, quando eles aguardavam para pagar a comanda, levando pânico a mais de 100 pessoas que ainda estavam na festa. A boate continua interditada.

O policial civil Marcelo Bitencourt Luz, 44 anos, foi atingido na cabeça e morreu na hora. Ele era lotado na 13ª DP (Ipanema). O terceiro-sargento do 5º BPM (Saúde), Marco Alexandre Caetano Ferreira, 43 anos, levou um tiro no rosto e foi socorrido no Hospital da Polícia Militar. Ele foi operado e não corre risco de vida.

A polícia trabalha com a tese de que a discussão começou no camarote da boate. Marcelo, que estava desarmado, teria sido ameaçado pelo policial militar e desceu para buscar sua arma. O bate-boca continuou no hall da casa noturna e o policial civil teria disparado contra Marco Alexandre. Neste momento, Joãozinho teria ordenado ao agente penitenciário que atirasse em Marcelo, que acabou morto.

Fonte: O Dia
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