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Filho de síndico que matou a corretora em GO é solto após polícia concluir que ele não participou do crime

Maicon Douglas Souza de Oliveira foi solto após defesa comprovar que ele sequer estava em Caldas Novas quando o crime ocorreu

20 fev 2026 - 12h55
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[ATENÇÃO: IMAGENS FORTES]

Corpo de Daiane Alves foi encontrado com bala alojada na cabeça
Corpo de Daiane Alves foi encontrado com bala alojada na cabeça
Foto: Reprodução/Fantástico/Rede Globo

O filho do síndico que matou Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi solto após a investigação concluir que ele não teve participação no crime e nem tentou atrapalhar a apuração do caso. A informação foi confirmada ao Terra pela Polícia Civil. 

Maicon Douglas Souza de Oliveira, filho de Cleber Rosa de Oliveira, estava preso desde o último dia 28, e foi nesta quinta-feira, 19. Na ocasião, o síndico, que também havia sido detido pelas autoridades, confessou o crime e afirmou que o rapaz era inocente

Síndico e filho são presos após corpo de corretora ser encontrado em Goiás; veja momento da prisão:

Em nota, a defesa dele afirmou que comprovou que Maicon sequer estava em Caldas Novas quando o crime ocorreu. “Tal fato foi corroborado não apenas por prova testemunhal, mas por um conjunto robusto de provas técnicas: registros laborais de ponto, extração de conversas via aplicativos de mensagens e laudos periciais realizados em aparelhos celulares. A ciência e a técnica, de forma incontestável, demonstraram a sua absoluta inocência (confira abaixo na íntegra)”, disse. 

Com isso, a investigação contra ele foi arquivada. No entanto, a Polícia Civil concluiu que seu pai premeditou e executou Daiane. Segundo as investigações, ele apagou a luz do apartamento da mulher de propósito, para atraí-la ao subsolo.

Vídeo do ataque

A equipe de investigação conseguiu resgatar um vídeo feito pela própria Daiane, que registrou o momento do ataque. A filmagem estava no aparelho da corretora e teria confirmado a suspeita da polícia. 

O aparelho tinha sido escondido pelo síndico, e foi recuperado pelas autoridades. No conteúdo, Daiane aparece descendo ao subsolo para checar a caixa de força do seu apartamento, que estava sem energia elétrica. O síndico já estava no local e se aproximou de forma inesperada pelas costas da vítima. É nesse momento que ele a ataca sem qualquer discussão prévia. Depois, a gravação é interrompida abruptamente.

Polícia divulga vídeo gravado por corretora no momento em que é atacada por síndico antes de morrer:

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 19, a Polícia Civil aponta que Daiane foi baleada ainda no subsolo por Cleber. Ela foi morta com dois tiros na cabeça. O vídeo também demonstra que a versão apresentada pelo síndico é incompatível com a alegação de que o disparo teria sido acidental ou efetuado em legítima defesa.

“Daiane foi a própria testemunha do seu homicídio. Os vídeos que ela gravou foram fundamentais para a gente entender o porquê ela tinha descido ao subsolo. Ela conseguiu gravar a própria dinâmica da sua morte”, afirmaram os investigadores.

Pilares da investigação

As investigações tiveram quatro pilares. Primeiro, provaram o homicídio ainda sem encontrar o corpo da mulher. Depois, chegaram ao autor do crime. Compreenderam a dinâmica e, então, as investigações apontaram ter se tratado de um crime premeditado.

Síndico  confessou ter matado corretora e disse que filho era inocente
Síndico confessou ter matado corretora e disse que filho era inocente
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Com o vídeo, a Polícia Civil também afirma que o síndico cometeu o assassinato sozinho. Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico, havia sido preso por suspeita de envolvimento no crime, mas foi isento. Segundo as investigações, ele entrou na história em um segundo momento -- sabendo que poderia ser preso, o síndico colocou seu filho num papel de sucessor da administração do condomínio, mesmo que de maneira informal. 

Daiane foi vista pela última vez em dezembro. Seu corpo foi encontrado em janeiro, após o síndico ser preso. Ele confessou o crime e levou as autoridades até o local onde abandonou a corretora depois de morta. Já no início deste mês o exame de DNA confirmou que corpo encontrado na mata é da corretora.

Corpo da corretora Daiane foi encontrado em uma região de mata em Caldas Novas
Corpo da corretora Daiane foi encontrado em uma região de mata em Caldas Novas
Foto: Divulgação/PC GO

Com a palavra, defesa de Maicon Douglas Souza de Oliveira

"A defesa técnica de Maicon Douglas Souza de Oliveira, patrocinada pelos advogados Luiz Fernando Izidoro Monteiro e Silva e Daniel Gonçalves Santos Lima, vem a público manifestar-se acerca da conclusão das investigações relativas à trágica morte de Daiane Alves.

Desde o cumprimento do mandado de prisão temporária expedido em desfavor de Maicon Douglas — medida extrema pautada em um suposto e infundado envolvimento nos fatos —, a defesa atuou de forma incisiva e imediata. Apresentamos à autoridade policial um acervo probatório irrefutável, o qual atestou, de maneira inequívoca e cabal, que Maicon não teve qualquer espécie de participação no fatídico evento, seja em atos preparatórios, na execução ou de forma superveniente.

O álibi apresentado pela defesa comprovou materialmente que Maicon sequer encontrava-se na cidade de Caldas Novas no dia do ocorrido. Tal fato foi corroborado não apenas por prova testemunhal, mas por um conjunto robusto de provas técnicas: registros laborais de ponto, extração de conversas via aplicativos de mensagens e laudos periciais realizados em aparelhos celulares. A ciência e a técnica, de forma incontestável, demonstraram a sua absoluta inocência.

Esse desfecho de arquivamento das suspeitas em relação ao nosso constituinte, embora fosse a única resposta juridicamente aceitável e já esperada por esta defesa, impõe à sociedade uma reflexão inadiável. O Estado Democrático de Direito não tolera pré-julgamentos, tampouco execração pública promovida pelos “tribunais da internet”. O princípio constitucional da presunção de inocência deve ser a regra, e não a exceção.

Reiteramos que o múnus de investigar cabe à Polícia Judiciária, e o papel de julgar é prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, sempre sob o manto irrenunciável do devido processo legal e da ampla defesa. A justiça se faz com provas e nos autos, não com especulações".

Fonte: Portal Terra
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