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Polícia

Líderes de milícia do RJ podem ter bens apreendidos

29 nov 2009 - 04h39
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Condenados por formação de quadrilha armada e presos na penitenciária federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, e seu irmão, o ex-deputado estadual Natalino José Guimarães, poderão ter problemas ainda maiores com a Justiça. Está nas mãos dos promotores Marcos Vinícius Leite e Bruno Stibich toda a movimentação financeira da dupla, de 2003 a 2007, o que poderá levá-los a sofrer o mesmo revés que a cúpula da milícia de Rio das Pedras na semana passada: ter os bens sequestrados e as contas bancárias bloqueadas.

São fortes os indícios de que os chefes da Liga da Justiça sonegaram impostos. Dados da Receita Federal mostram que Jerominho declarou uma casa em Búzios ¿ onde pretendia fazer uma pousada ¿ por R$ 75 mil, quando na verdade está avaliada em cerca de R$ 500 mil. Em 2008, o ex-vereador vendeu um imóvel na Avenida DW, número 14, por R$ 230 mil, que nunca constou nas declarações anteriores.

Já Natalino não conseguiu explicar ao Leão a evolução do patrimônio declarado de R$ 71.006,50 em 2003 para R$ 232.480 em 2007. No entanto, apenas os imóveis registrados em seu nome somam cerca de R$ 750 mil. Até para o Tribunal Regional Eleitoral Natalino mentiu. Em 2006 ¿ ano em que se elegeu ¿ declarou ter R$ 81 mil em bens.

A investigação sobre parentes poderá ser um caminho para provar lavagem de dinheiro. Sem informar o CPF e o nome da mulher, Natalino declarou à Receita, em 2007, que ela recebia quatro vezes o valor do seu rendimento anual. Na Alerj, ele ganhava R$ 12.300 por mês.

No caso de Jerominho, um inquérito da Polícia Federal do ano passado descreve que, ¿ao que tudo indica¿, ele usava a filha Helen Patrícia Malvar para esconder patrimônio. O apartamento na Avenida das Américas que ela tinha com André Malvar ¿ preso, acusado de integrar a Liga ¿ seria do ex-vereador, assim como cinco carros. De 2003 a 2007, o ex-vereador reuniu patrimônio de quase R$ 2 milhões, apesar de não apresentar altas movimentações bancárias no período.

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