Líderes de chacina de Urso Branco são condenados a 432 anos
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) condenou a dupla Macson Cleiton Almeida Queiroz (Quinho) e Márcio Viana da Silva (Pilha) por liderar a chacina no presídio Urso Branco de Porto Velho, em 2002. A pena, definida na noite de quarta-feira, foi fixada em 432 anos de prisão (16 anos para cada morte ocorrida no presídio) para cada um. Durante o processo, três dos 14 réus julgados foram absolvidos.
De acordo com a assessoria do TJ-RO, a sentença foi lida pelo Juiz Aldemir de Oliveira na presença de familiares, estudantes de Direito e diversos policiais militares e agentes penitenciários. Os réus já cumprem pena na penitenciária federal de Porto Velho por outros crimes. Os antecedentes criminais foram levados em conta pelo magistrado na hora de definir a pena, assim como o emprego de meio cruel. De acordo com a lei penal brasileira, contudo, eles não poderão ficar mais que três décadas em regime fechado.
A chacina de Urso Branco, iniciada após o fracasso de uma tentativa de fuga, é considerada o maior assassinato coletivo de presos do País depois do Massacre do Carandiru, em 1992. As 27 mortes no presídio ganharam repercussão internacional pela brutalidade, que envolveu até decapitação, choque elétrico e enforcamento.