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Polícia

Homem morto por engano em Goiás era competidor de maratonas e bondoso, diz família

Sebastião Silva, de 65 anos, estava fazendo palavras cruzadas em uma calçada quando foi baleado.

3 dez 2023 - 14h09
(atualizado às 14h18)
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 Sebastião Silva, de 65 anos, estava fazendo palavras cruzadas em uma calçada quando foi baleado.
Sebastião Silva, de 65 anos, estava fazendo palavras cruzadas em uma calçada quando foi baleado.
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Sebastião Silva, de 65 anos, morreu após levar um tiro por engano em Aparecida de Goiânia, no interior de Goiás. O idoso estava sentado na calçada de uma distribuidora de bebidas, fazendo palavras cruzadas quando foi atingido. A família o descrevia como um ‘jovem de 65 anos’ e lamenta a morte. 

De acordo com a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo, o crime aconteceu na noite de quinta-feira, 30. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), onde ficou internado em estado grave, mas não resistiu e morreu na manhã de sexta-feira.

Câmeras de segurança registraram o momento em que tudo aconteceu. As imagens mostram o idoso sentado na calçada, tomando um refrigerante e com uma cartilha de palavras cruzadas na mão. Ao fundo, dois jovens conversam, quando outros dois passam pela rua e os encaram. 

Neste momento, há uma discussão e um dos jovens que estavam passando saca uma arma e atira para cima. Os jovens que já estavam de frente a distribuidora saem correndo, mas o homem continua atirando e um dos disparos atinge a cabeça de Sebastião. 

O suspeito que fez os disparos foi identificado pela Polícia Militar, segundo o jornal local, Mais Goiás. Segundo a corporação, o adolescente disse que o idoso não era o alvo dos tiros e relatou que os disparos seriam por causa de uma guerra entre facções criminosas. O caso segue sendo investigado. 

‘Jovem idoso’

Em entrevista a uma emissora local, a família relatou que Sebastião era muito querido na região onde morava e um homem com muita vitalidade. Competia em maratonas e participava de campeonatos amadores de futebol.

“Era uma pessoa maravilhosa. Foi um baque para todo mundo”, conta a servidora pública e moradora da região, Priscila Lopes, à TV Anhanguera. 

O genro Dyogo Vinicius Cunha diz que Sebastião era como um pai para ele: “Passei um tempo indo para o hospital por causa de um acidente meu. Ele todo dia ia me buscar longe e me levar para o hospital. Foi um pai que eu nunca tive”. 

Fonte: Redação Terra
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