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Polícia

Família queria achar fortuna de Jânio no exterior, diz PF

31 mar 2009 - 21h13
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A Polícia Federal descobriu durante as investigações na empresa Camargo Corrêa o interesse da família do ex-presidente e ex-prefeito de São Paulo Jânio Quadros em uma suposta conta bancária dele no exterior. Os herdeiros teriam pedido ajuda a Kurt Pickel, um dos investidores indiciados pela Operação Castelo de Areia, para encontrar a conta. Segundo a Polícia Federal, nela teriam sido depositados por Jânio cerca de 20 milhões em moeda não especificada. As informações são do Jornal Nacional.

Interessado na fortuna deixada pelo avô, o neto do ex-presidente, Jânio Quadros Neto, teria contratado o advogado Marcos Vilarinho para procurar o dinheiro. Vilarinho pediu ajuda a Kurt Pickel, que teria contatado, por e-mail, o advogado Patrice le Houelleur, de Genebra, na Suíça, onde a família desconfiava que os valores teriam sido depositados.

Nos e-mails, Pickel disse que Jânio Quadros "era um homem astuto e escondeu muito bem os fundos no exterior". O advogado suíço solicitou, então, uma procuração assinada pelos herdeiros do ex-presidente para que pudesse iniciar as buscas pelo dinheiro.

Kurt Pickel disse ter recebido do neto de Jânio informações sobre uma conta no Citibank na Suíça. Segundo Jânio Quadros Neto, a conta teria sido fechada e o dinheiro trasnferido para outro banco, do qual ele não tinha conhecimento. Durante muitos anos, os opositores e a família de Jânio acusaram o ex-presidente de possuir uma conta no exterior, mas ele sempre negou a informação.

O último registro do interesse da família pelo dinheiro provavelmente depositado no exterior é de outubro do ano passado. Segundo o advogado Marcos Vilarinho, os herdeiros de Jânio decidiram interromper as buscas devido aos altos custos da investigação e às dificuldades que encontraram durante o processo

O Ministério Público disse que vai abrir uma investigação específica para apurar se Jânio tinha dinheiro ilegal depositado em contas no exterior. O MP deve pedir, também, a cooperação dos órgãos de investigação dos países onde os valores possam ter sido depositados.

O advogado Marcos Vilarinho confirmou que foi à Suíça procurar uma conta no nome de Jânio Quadros, mas o neto do ex-presidente afirmou que não pediu à ninguém que investigasse uma suposta conta bancária no nome de seu avô. O investidor Kurt Pickel não quis comentar o caso.

Fonte: Terra
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