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Defesa alega prejuízo moral por prisão e estuda pedir indenização a Dayanne

8 mar 2013 15h19
| atualizado às 15h30
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<p>Ex-mulher de Bruno passou quatro meses presa em 2010;&nbsp;na madrugada de hoje, foi considerada inocente pelos jurados</p>
Ex-mulher de Bruno passou quatro meses presa em 2010; na madrugada de hoje, foi considerada inocente pelos jurados
Foto: Renata Caldeira/TJ-MG / Divulgação

Após ver sua cliente sair do banco dos réus inocente no caso Eliza Samudio, o advogado Francisco Simim, que faz a defesa de Dayanne do Carmo, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, afirmou que vai analisar a sentença. Segundo ele, existe a possibilidade de entrar com um processo para garantir uma indenização a Dayanne, que ficou presa por cerca de quatro meses em 2010.

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"Vamos fazer uma reunião para tocar justamente neste ponto. Temos que analisar qual caminho vamos tomar. De qualquer forma vamos precisar aguardar mais um pouco", disse em entrevista ao Terra.

Simim disse ainda que Dayanne sofreu um prejuízo moral. "Vamos encontrar, o grupo de advogados, e vamos ver essa questão da indenização. Ela ficou presa muito tempo, longe das filhas, isso trouxe um prejuízo moral grande para ela. Vamos trabalhar e analisar essa possibilidade", finalizou.

Dayanne era acusada de cárcere privado e sequestro do filho de Eliza e foi considerada inocente no julgamento que terminou na madrugada desta sexta-feira, no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela deixou o local chorando bastante. O seu ex-companheiro, no entanto, foi avaliado como culpado por todos os crimes que respondia: sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Bruno foi condenado a 22 anos e meio de prisão.

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

Fonte: Especial para Terra
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