PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a ministros do STF
Ex-deputado pressionou governo americano a aplicar sanções contra Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado de 2023.
Segundo a PGR, o filho "três" do ex-presidente Jair Bolsonaro usou sua influência política junto ao governo dos Estados Unidos para interferir no julgamento de seu pai, que posteriormente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
Após se mudar para os EUA no início de 2025 e deixar seu mandato parlamentar, Eduardo teria pressionado Washington para que este impusesse sanções contra o governo brasileiro e membros do judiciário.
De acordo com a acusação, o objetivo era convencer as autoridades brasileiras a aprovar uma "anistia ampla e irrestrita" para os réus envolvidos na investigação do golpe.
Para a PGR, a principal prova da influência do ex-deputado veio em 9 de julho, quando o presidente americano Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o país, além de criticar o processo contra Jair Bolsonaro, chamando a ação de "caça às bruxas".
Na sequência, o juiz do STF Alexandre de Moraes também foi sancionado com base na Lei Magnitsky, medida que só foi revogada meses depois.
A PGR citou ainda diversos vídeos de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais nos quais ele reconhece publicamente a atividade ilegal.
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