Por que proibição de produtos da Ypê virou disputa política
Veto da Anvisa por risco de contaminação com uma bactéria gerou revolta política
A notícia de que alguns produtos da marca Ypê estavam com uma bactéria e que eles deveriam deixar de ser comercializados virou motivo de disputa política. Enquanto a empresa tenta sua liberação junto a Anvisa, as redes sociais entraram em ebulição.
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Pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro associaram o alerta da Anvisa a uma retaliação. Isso pelo fato de proprietários da Ypê terem apoiado o político na última eleição, vencida por Lula.
Em 2022, o apoio veio de maneira financeira. O ex-presidente recebeu cerca de R$ 1,5 milhão dos sócios da empresa. A Química Amparo, dona da marca Ypê, é controlada pelos irmãos Waldir Beira Júnior, Jorge Beira e Ricardo Beira.
Ainda que sem qualquer comprovação de ser retaliação, alguns reforçaram o uso dos produtos, mesmo com o risco de uma contaminação. Esse foi o caso do Coronel Ricardo Mello Araújo (PL), vice-prefeito de São Paulo, que gravou um vídeo lavando louça, ignorando o alerta. Famosos, como Jojo Todynho, também gravaram vídeos apoiando a marca.
Vale ressaltar que o alerta não foi feito apenas pela Anvisa. O CVS (Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo), ligado ao governo do Estado de São Paulo, também recomendou que os produtos não sejam utilizados.
A marca conseguiu reverter a proibição de comercialização na Justiça, mas mesmo assim, decidiu não retomar a produção.
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