Subprocurador diz que não há prazo para liberar área da explosão no Jaguaré: ‘Primeiro é confortar as pessoas’
Ao menos 150 pessoas estão desalojadas devido à explosão na zona oeste de São Paulo
A área atingida pela explosão no Jaguaré, em São Paulo, ainda não tem prazo para ser liberada, segundo Fausto Junqueira de Paula, subprocurador-geral de Tutela Cível e Coletiva do Ministério Público de São Paulo. O local passa por vistoria da Defesa Civil nesta terça-feira, 12, na qual será avaliada as condições estruturais das edificações afetadas, além de dimensionar os danos provocados pelo acidente.
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Ele afirma ainda que a perícia busca classificar a situação de cada imóvel, já que há aqueles com risco nenhum ou moderado ou elevado. A partir do que for levantado, é que se saberá a extensão dos danos. Segundo Junqueira, o objetivo é tentar a todo custo recuperar e recompor a situação, principalmente em relação aos direitos fundamentais das pessoas que foram vitimadas.
“É muito inicial, muito prematuro. [...] Neste momento nós estamos monitorando o início dos trabalhos. Não há um prazo nesse início, porque nós estamos apurando a extensão dos danos materiais”, diz.
O subprocurador aponta que o primeiro passo é zelar pela segurança dos moradores, prezando pela integridade física e dignidade. Depois, as equipes vão fazer uma verificação individual de cada dano de cada pessoa. “Nós estamos aqui atuando integradamente com o objetivo de fazer um inventário da situação, uma apuração da situação, com vistas a recompor esses direitos que foram violados”, informa
De acordo com a autoridade, há pessoas com necessidades especiais, idosos, crianças, há também a questão das escolas, além da estrutura de moradia, e ambiental, e o Ministério Público está atuando em todas essas áreas.
“O Ministério Público se preocupa com o dano de cada pessoa individualmente e também com o dano coletivo que isso pode ter causado”, explica.
Ele aponta ainda que o MP vai conversar com as pessoas afetadas pela explosão para apurar os prazos e a extensão dos auxílios dados às famílias, como a hospedagem em hotel para os desabrigados, para que os moradores tenham o maior conforto possível.
“O objetivo da conversa é, primeiro, confortar as pessoas que estão todas muito abaladas, e depois apurar a extensão dos danos, das violações que sofreram com vistas à recomposição”, declara.
Quanto a disponibilização dos R$ 2 mil para os moradores que precisaram deixar suas casas e informaram que os desabrigados serão encaminhados para hotéis, feito pela Sabesp e a Comgás, Junqueira diz que o MP vai levantar os cadastros e avaliar se os moradores precisarão de mais.
“Vamos ver primeiro as necessidades de cada um. A partir da conversa com as vítimas individualmente, com certeza nós vamos lutar para que elas tenham tudo o que precisam para que a situação seja recomposta.”
Já sobre a responsabilização sobre a explosão ficará mais para frente, conforme a autoridade. “Precisamos primeiro apurar a extensão dos danos”, finalizou.
Explosão
A explosão ocorreu na tarde de segunda-feira, 11, por volta das 16h10, na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes 2, na Rua Floresto Bandecchi, próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes.
De acordo com informações iniciais, o acidente foi provocado pelo rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp. Antes da explosão, moradores relataram ter sentido cheiro de gás na região por horas.
Ao todo, 46 imóveis foram interditados. Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave, segundo o Corpo de Bombeiros.
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